Esportes
Vasco vê liberação do Maracanã para semifinal como provocação
Pedrinho reforça que jogo do dia 8, contra o Palmeiras, será em São Januário
Após a derrota para o Flamengo, o Vasco recebeu uma surpreendente notícia sobre o Maracanã. O consórcio que administra o estádio, na manhã da última sexta-feira (30), concedeu o estádio caso o Cruzmaltino quisesse utilizá-lo no jogo contra o Palmeiras, dia 8, pela Copa do Brasil. Isto, numa altura em que a diretoria decidira jogar em São Januário, liberado para receber quase 25 mil torcedores. Seja como for, o clube recebeu a notícia, divulgada diretamente junto à imprensa, como uma provocação.
A diretoria do Vasco considerou ‘deboche’ a divulgação da nota do Consórcio Maracanã. A troca de farpas, que já dura meses, é mais um capítulo na briga entre ambas as partes, que deixou um mistério sobre o local da semifinal entre o Cruzmaltino e o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana. Embora a Justiça desse ganho de causa aos vascaínos, o episódio causou grande desgaste interno. No embarque para São Paulo, neste sábado, o presidente Pedrinho confirmou que não pediu para jogar no Maraca:
“Eu não fiz nenhum pedido ao consórcio do Maracanã. Tinha autorização para jogar em São Januário. Me causa estranheza pois o próprio consórcio não assinou um documento do acordo, que Flamengo e Fluminense assinaram. Nunca vi, desde que estou no futebol, alguém oferecer um estádio para jogar publicamente assim. Quero ver se, numa necessidade, a gente vai ter essa reciprocidade. Para jogar no Maracanã, não vi posicionamento favorável do consórcio, pelo contrário: fizeram tudo para o Vasco não jogar. Gostaria que fosse uma abertura para um diálogo justo e sensato, mas não acredito nisso. As pessoas se acham espertas, mas não são, ainda mais nessa situação. Sei muito bem qual foi a intenção”.
O jogo de ida entre Vasco x Palmeiras é neste domingo, em São Paulo, às 16h, com transmissão da Super Rádio Tupi.