Aos 18 anos, ela inspecionava para-choques e capôs numa linha de montagem como estagiária e, décadas depois, se tornou a primeira mulher a comandar uma das maiores montadoras de carros do mundo - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Mundo

Aos 18 anos, ela inspecionava para-choques e capôs numa linha de montagem como estagiária e, décadas depois, se tornou a primeira mulher a comandar uma das maiores montadoras de carros do mundo

Mary Barra entrou na GM em 1980 como estudante de um programa cooperativo na Pontiac e assumiu o comando da montadora em janeiro de 2014

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Mary Barra começou na Pontiac aos 18 anos e assumiu o comando da General Motors em 2014
Mary Barra começou na Pontiac aos 18 anos e assumiu o comando da General Motors em 2014 - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Aos 18 anos, Mary Barra passava os dias conferindo peças de carroceria numa fábrica da Pontiac, em Michigan, nos Estados Unidos. Era o primeiro emprego da jovem estudante de engenharia. Décadas depois, ela virou presidente da General Motors, dona da Chevrolet, e entrou para a história em 2014 como a primeira mulher no comando de uma montadora desse tamanho. Toda a carreira foi feita dentro da mesma empresa.

Como era o trabalho de Mary Barra na linha de montagem?

Era um trabalho de controle de qualidade, no chão de fábrica. Como a própria Mary Barra já contou em entrevistas, ela checava paralamas e capôs dos carros que saíam da linha de montagem da divisão Pontiac. O salário ajudava a pagar a faculdade.

A vaga fazia parte de um programa cooperativo do General Motors Institute, escola de engenharia ligada à montadora e hoje chamada Kettering University. Nesse modelo, o estudante alternava temporadas na fábrica com períodos de aula. A biografia da executiva publicada pela Escola de Negócios da Universidade Stanford registra o começo em 1980, como estudante cooperativa na Pontiac Motor Division.

Como a jovem da Pontiac chegou ao comando da General Motors?

Ela chegou lá subindo degrau por degrau, sem trocar de empresa. A engenheira se formou em engenharia elétrica em 1985 e concluiu um MBA em Stanford em 1990, sempre com vínculo com a montadora.

Na linha de montagem, Mary Barra inspecionava peças de carroceria e ajudava a pagar a faculdade
Na linha de montagem, Mary Barra inspecionava peças de carroceria e ajudava a pagar a faculdade – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Na GM, a executiva passou por áreas bem diferentes. Foi gerente da fábrica de Detroit-Hamtramck, vice-presidente global de engenharia de manufatura e vice-presidente global de recursos humanos. Em 2011, assumiu o desenvolvimento global de produtos. Em 2013, a área passou a incluir compras e cadeia de suprimentos.

A virada veio em dezembro de 2013. Segundo o comunicado oficial da General Motors registrado na SEC, órgão que regula o mercado de capitais americano, o conselho escolheu Barra, então com 51 anos e 33 de casa, para suceder Dan Akerson. Ela assumiu em janeiro de 2014 e, em 2016, passou a presidir também o conselho, abrindo caminho para outras mulheres na indústria automobilística.

A executiva da GM não é o único caso de quem começou na base e chegou ao topo da mesma empresa. No varejo americano, outra trajetória parecida também chama atenção.

Como funciona o estágio no Brasil pela Lei do Estágio?

No Brasil, o que mais se parece com o programa cursado por Mary Barra é o estágio, regulado pela Lei nº 11.788, de 2008. A norma define o estágio como ato educativo escolar supervisionado, feito no ambiente de trabalho, para estudantes matriculados.

A trajetória de Mary Barra combinou experiência na fábrica, graduação em engenharia e MBA
A trajetória de Mary Barra combinou experiência na fábrica, graduação em engenharia e MBA – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Para quem está na faculdade, a jornada vai até seis horas por dia e 30 horas por semana. No estágio não obrigatório, a bolsa e o auxílio-transporte são obrigatórios. Quem fica um ano ou mais tem direito a 30 dias de recesso, de preferência nas férias escolares.

Na indústria automobilística e em vários outros setores, o estágio costuma funcionar como porta de entrada para contratações. Em caso de dúvida sobre direitos, o estagiário pode procurar a própria instituição de ensino, que assina o termo de compromisso com o aluno e a empresa.

O que a história de Mary Barra ensina a quem está começando?

A principal lição é que conhecer o produto por dentro faz diferença. Mary Barra começou procurando defeito em peça na linha de montagem e, anos depois, comandava fábricas e o desenvolvimento de carros no mundo inteiro.

Também conta a formação contínua: a graduação em engenharia e, depois, o MBA, sempre ligados ao trabalho. Para o jovem da Baixada, da Zona Oeste ou de São Gonçalo atrás da primeira vaga, um estágio pode ser esse primeiro degrau. E você, conhece alguém que começou como estagiário e chegou longe? Mande essa história para quem está começando agora.

Quebrar barreiras em ambientes dominados por homens também é história que acontece perto da gente. Aqui na Tupi, uma comunicadora mostra isso todo dia no ar.

LEIA TAMBÉM NA SUPER RÁDIO TUPITAMBÉM NO SITE

Tupi 90 anos: o talento e carisma de Kelly Jorge, a Boneka Amarela➔