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PF flagra passageira com 3 kg de cocaína presos ao corpo no Galeão

A brasileira pretendia embarcar para Roma quando foi descoberta durante fiscalização de rotina; ação intensifica a segurança nos voos do Rio

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Bolsas de cocaína e balança sobre mesa com logotipo da Polícia Federal e AIRJ
Policiais federais apreenderam cerca de três quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu em flagrante uma mulher de 31 anos que transportava cerca de três quilos de cocaína junto ao corpo neste sábado (31). A prisão aconteceu no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, localizado na Zona Norte da capital fluminense.

A passageira é natural de Santo André, em São Paulo, e planejava embarcar rumo a Roma, na Itália. Policiais federais lotados na Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DEAIN) localizaram a substância presa por fitas sob as roupas durante uma fiscalização de rotina.

A detida foi conduzida à Polícia Federal e, após os procedimentos de praxe, seguiu para o sistema prisional do estado, onde ficará à disposição da Justiça. Ela responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Apreensão em bagagem

Na terça-feira (27), outro passageiro acabou preso ao tentar embarcar no Galeão com 8,16 quilos de cocaína ocultos na estrutura da mala. O destino final da viagem era o Paquistão, com escala prevista em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A apreensão ocorreu em fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal, motivada por análise de inteligência e avaliação de risco. A inspeção por raio-X apontou imagens suspeitas, permitindo aos agentes encontrarem placas camufladas no fundo e nas laterais da mala. O teste preliminar confirmou a droga.

O homem, residente em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, recebeu voz de prisão e será apresentado à Justiça Federal. Ele pode responder por tráfico internacional de drogas, cuja pena prevista varia de cinco a 15 anos de prisão, além de multa.

Investigação sobre fraudes

Também na terça-feira (27), a corporação deflagrou a segunda fase da Operação Castratio, que apura suspeitas de fraudes em contratos de esterilização e castração de animais orçados em cerca de R$ 200 milhões.

Segundo as apurações, contratos entre o Governo do Rio de Janeiro e uma empresa privada apresentaram irregularidades como direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação. O esquema investigado atuava na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seappa).

Policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na cidade do Rio de Janeiro e em Niterói. Entre os endereços vistoriados estava o escritório de advocacia do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB), ex-titular da pasta entre 2019 e 2022 e reeleito com 58.739 votos.

Na primeira etapa da apuração, realizada em maio, agentes cumpriram 12 mandados na capital fluminense, Niterói, Itaocara, Macaé e nos municípios paulistas de São Roque e Mairinque, recolhendo inclusive o aparelho celular de Queiroz em sua residência.