Receitas
Churrasqueiro coloca a barriga de porco no forno com um truque simples, e a pele sai pururucada sem precisar fritar em óleo quente
Com sal grosso no couro e forno no máximo na etapa final, a barriga suína ganha casca de torresmo e dispensa a panela de óleo fervendo
A barriga de porco com a pele estufada e crocante, aquela pururuca que estala na boca, não depende de panela com óleo fervendo. Churrasqueiros vêm mostrando nas redes que o forno de casa dá conta do serviço, desde que a pele chegue bem seca ao calor forte. O segredo está no sal grosso e na paciência. O resultado lembra o torresmo de boteco, com bem menos risco de queimadura na cozinha.
Qual é o truque para a pele da barriga pururucar no forno?
O truque é tirar a umidade da pele antes do calor forte, cobrindo o couro com uma camada de sal grosso. O sal puxa a água e forma uma casca que protege a carne durante a primeira etapa no forno.
Depois, a crosta sai e a peça volta para o forno no máximo, onde a pele estufa. O passo a passo costuma seguir esta ordem:
- Seque bem a peça com papel-toalha e deixe a pele virada para cima, sem tempero no couro.
- Tempere só a parte da carne, com alho, limão e ervas, sem molhar a pele.
- Cubra o couro com sal grosso e asse em forno médio até a carne amaciar.
- Retire a crosta de sal, aumente o forno ao máximo e espere a pele estourar.
O Setor de Suínos da UFRGS, ligado à Faculdade de Medicina Veterinária, reúne receitas como a barriga de porco ao forno e a costelinha suína à pururuca. Fique de olho na peça no fim, porque a diferença entre estufada e queimada é de poucos minutos.

Por que a umidade é a maior inimiga da pururuca no forno?
A umidade atrapalha porque a pele molhada cozinha no vapor em vez de tostar na própria gordura. Com o couro seco, o calor derrete a gordura logo abaixo e faz a superfície inflar em bolhas crocantes.
O torresmo já virou objeto de estudo. Um trabalho de conclusão de curso em Nutrição da UFPE testou a desidratação da pele suína para produzir um torresmo que estoura no micro-ondas. Segundo o estudo, temperaturas de cozimento mais altas deixaram o produto final com menos gordura.
Na prática, isso ajuda a entender por que o forno funciona tão bem. Sem a panela de óleo, a casa fica livre do cheiro de fritura e o cozinheiro escapa dos respingos que a água da pele provoca no óleo quente.
Quem prefere levar a peça para a grelha precisa dominar o fogo antes de tudo. Os churrasqueiros têm seus macetes para isso.
5 truques de churrasqueiro para uma brasa perfeita, com menos fumaça e mais calor➔
Como saber se a barriga de porco assada está pronta para comer?
A barriga está pronta quando a carne, por dentro, muda de cor e de textura e solta um suco transparente, sem tom rosado. Pele estourada por fora não garante cozimento completo no meio da peça.

Essa é a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recomenda cozinhar bem as carnes e conferir a parte interna. As sobras vão para a geladeira, abaixo de 5 ºC, e devem ser consumidas em até cinco dias.
No churrasco, a pressa costuma ser a vilã. Cortar a peça em pedaços menores na hora de servir ajuda a conferir o ponto de cada parte e facilita a divisão entre os convidados.
Vale levar a pururuca de forno para o churrasco de domingo?
Vale, principalmente para quem não tem churrasqueira ou não quer encarar óleo fervendo. A barriga de porco feita no forno chega à mesa com cara de torresmo de boteco, casca crocante e carne macia por baixo.
O que manda no resultado é a pele seca, o sal grosso e o calor forte no final. Teste no próximo fim de semana, reúna a família e conte pra gente se a pururuca estalou como devia.
Quais dúvidas aparecem na hora de fazer pururuca em casa?
Algumas perguntas se repetem entre quem tenta a pururuca pela primeira vez. As respostas abaixo ajudam a evitar os erros mais comuns.
A barriga de porco fica salgada com a crosta de sal grosso?
A crosta fica sobre o couro e sai antes da etapa final. Tempere a carne com moderação e retire bem os grãos que sobrarem na pele.
Dá para guardar a sobra da pururuca?
Dá, na geladeira, abaixo de 5 ºC, por até cinco dias, como orienta a Anvisa. A pele perde parte da crocância ao esfriar.
Se o assunto é churrasco econômico, a escolha do corte também pesa no bolso. Tem opção mais em conta que a picanha.
Nem picanha, nem filé mignon: esse corte pode ser a escolha mais econômica para o churrasco➔