Automobilismo
Este carro tem 100 anos e é um dos cinco que ainda existem no mundo, mas seu dono não o deixa parado na garagem
Carro de 100 anos ainda roda pelas ruas e surpreende por ser um dos cinco restantes
Um carro de 100 anos que ainda roda pelas ruas chama atenção não apenas pela idade, mas pela raridade. O modelo é um Durant de 1922, pertencente a Jens Henrik, e aparece como um dos cinco exemplares restantes no mundo. Em vez de manter o veículo guardado como peça de museu, o dono prefere usá-lo com frequência, preservando a história do automóvel em movimento.
Que carro raro é esse?
O veículo é um Durant fabricado em 1922, época em que a indústria automobilística ainda vivia uma fase de experimentação, expansão e disputa entre marcas que hoje muita gente nem conhece. Mais de um século depois, o carro sobrevive como lembrança de um período em que dirigir era uma experiência muito mais mecânica, lenta e manual.
Segundo a reportagem original, restam apenas cinco exemplares desse tipo no mundo, e o de Jens Henrik seria o mais antigo entre eles. Isso transforma o carro em uma raridade histórica, não apenas em um veículo antigo bem conservado.
Por que o Durant é uma marca tão pouco conhecida hoje?
A Durant Motors foi criada por William C. Durant, empresário que também teve papel central na história da General Motors. Depois de deixar a GM, ele tentou construir um novo grupo automotivo com marcas próprias, incluindo Durant, Star, Flint, Mason e Locomobile.
O problema é que nem todas essas marcas resistiram às mudanças econômicas e industriais do período. Com o passar do tempo, muitos carros foram desmontados, abandonados, modificados ou simplesmente desapareceram. Por isso, um Durant de 1922 preservado e funcionando desperta tanto interesse.

Por que o dono prefere usar o carro?
Para muitos colecionadores, o instinto seria manter um carro tão raro parado, coberto e protegido. Jens Henrik escolhe outro caminho. Ele usa o veículo com frequência, mostrando que preservação não significa necessariamente imobilizar uma peça histórica.
Essa escolha muda a relação com o carro por alguns motivos:
- o motor continua sendo ligado e acompanhado;
- as peças móveis não ficam totalmente paradas;
- o dono percebe ruídos e falhas com mais facilidade;
- o público pode ver o carro em circulação;
- a história deixa de ficar restrita a uma garagem;
- o veículo mantém parte de sua função original.
Quais desafios existem ao dirigir um carro de 1922?
Dirigir um carro centenário não é como usar um veículo moderno. Freios, câmbio, direção, suspensão, iluminação e resposta do motor pertencem a outra época. A condução exige paciência, atenção e uma adaptação ao ritmo da máquina.
Entre os desafios mais comuns em veículos dessa idade, estão:
- velocidade mais baixa;
- freios menos eficientes que os atuais;
- direção mais pesada;
- câmbio com funcionamento mais manual;
- peças difíceis de encontrar;
- necessidade de manutenção constante;
- maior exposição a chuva, frio e vibração.
Por que usar pode ajudar a preservar?
Embora pareça contraditório, deixar um carro antigo parado por muito tempo também pode causar problemas. Borrachas ressecam, combustível envelhece, componentes travam, lubrificantes perdem eficiência e pequenos defeitos ficam escondidos até virarem falhas maiores.
Quando o uso é cuidadoso, em trajetos compatíveis e com manutenção adequada, o carro continua “vivo”. Não se trata de exigir desempenho moderno, mas de permitir que o veículo funcione dentro dos limites para os quais foi criado.

O que torna esse caso tão especial?
O caso chama atenção porque combina raridade, idade e uso real. Um carro de 100 anos já seria interessante apenas por existir. Um carro de 100 anos, entre os cinco restantes no mundo, que ainda sai da garagem com frequência, ganha outra dimensão.
Essa história também mostra que o valor de um veículo histórico não está apenas na pintura perfeita ou no número de prêmios em exposições. Está também na capacidade de contar uma época, despertar curiosidade e aproximar pessoas de uma tecnologia que moldou a mobilidade moderna.
Qual é a lição desse carro centenário?
O Durant de Jens Henrik mostra que preservar não é apenas guardar. Em alguns casos, preservar também é ligar o motor, ouvir o som antigo, aceitar o ritmo lento e lembrar que aquele carro nasceu para rodar, não para existir apenas como objeto parado.
No fim, a raridade do modelo torna cada saída ainda mais simbólica. O carro sobreviveu a décadas de mudanças, crises, novas tecnologias e ao desaparecimento da própria marca. Ao continuar circulando, ele deixa de ser apenas um sobrevivente de garagem e vira uma pequena aula de história sobre rodas.