Automobilismo
Fiat Panda de 1993 é cortado ao meio, fica com apenas 50,2 cm de largura e entra para o Guinness como o carro dirigível mais estreito do mundo
Fiat Panda de 1993 é cortado ao meio, fica com 50,2 cm de largura e conquista recorde no Guinness
Um Fiat Panda de 1993 ganhou proporções difíceis de imaginar depois de uma transformação artesanal na Itália. O mecânico Andrea Marazzi cortou e reconstruiu a carroceria até deixá-la com apenas 50,2 centímetros de largura. O resultado funciona, tem propulsão elétrica e foi reconhecido pelo Guinness World Records como o carro dirigível mais estreito do mundo, embora seu uso seja voltado a demonstrações.
Como um Fiat Panda destinado ao desmanche virou um recordista?
O projeto começou quando um exemplar chegou, em 2024, ao desmanche da família Marazzi, em Bagnolo Cremasco, no norte da Itália. O carro estava em bom estado e despertou no mecânico a vontade de reaproveitá-lo. Familiarizado com a estrutura do modelo, ele passou a desenvolver uma versão extremamente estreita, batizada de Panda per Uno, ou “Panda para um”.
A construção levou aproximadamente um ano, com planejamento, cortes, soldas e reconstruções. O veículo foi apresentado em 2025 no encontro Panda a Pandino, dedicado aos admiradores do compacto italiano. Para Marazzi, a transformação também preservava sua ligação com um automóvel popular que ele conhecia tanto pelos eventos quanto pelo trabalho no negócio da família.

O que precisou mudar para a carroceria chegar a 50,2 centímetros?
A transformação envolveu cortes no sentido longitudinal e a união das partes com uma seção central muito menor. Segundo o Guinness, um dos maiores desafios foi garantir a simetria das duas metades durante a reconstrução. Apesar da aparência radicalmente diferente, cerca de 90% das peças vieram do carro original. Entre os elementos trabalhados estão:
- Portas e painéis laterais, removidos durante a preparação da estrutura;
- Capô, teto e tampa traseira, adaptados às novas proporções;
- Vidros fabricados sob medida para acompanhar a carroceria;
- Componentes internos reaproveitados e ajustados ao espaço disponível;
- Sistema de direção redimensionado para permitir o funcionamento do conjunto.
O carro funciona de verdade ou serve apenas como exposição?
O Panda per Uno consegue se movimentar. Um pequeno motor elétrico e um conjunto de baterias substituem a configuração original a combustão. O automóvel acelera, freia e anda para a frente e para trás. Faróis, lanternas e indicadores de direção também funcionam, mostrando que a construção foi além de uma carroceria estreita montada para fotografias.
A velocidade máxima fica em aproximadamente 15 km/h, e a cabine comporta apenas o motorista, em posição central. A redução extrema da largura trouxe limitações importantes de estabilidade, especialmente nas curvas. O funcionamento mecânico, portanto, não equivale ao comportamento de um automóvel convencional nem transforma a criação artesanal em uma opção para deslocamentos cotidianos.
Confira todo o processo no perfil @tutti_pazzi_per_marazzi:
Quando o Guinness World Records reconheceu a marca?
O registro oficial informa que Andrea Marazzi alcançou a marca em 21 de junho de 2025, em Bagnolo Cremasco. A história ganhou nova divulgação em setembro de 2026, e a criação aparece na edição 2027 do livro. Para entender as dimensões e o alcance do feito, confira os principais números:
- Largura reconhecida pelo Guinness World Records de 50,20 centímetros;
- Largura do modelo original de aproximadamente 146 centímetros;
- Redução de cerca de 95,8 centímetros em relação à medida original;
- Largura final equivalente a pouco mais de um terço da anterior;
- Velocidade máxima de aproximadamente 15 km/h.
O reconhecimento destaca uma construção artesanal com limites de uso
Ser dirigível não significa estar homologado para circular nas ruas. O Fiat Panda modificado é destinado a eventos e exibições, com restrições decorrentes de suas proporções. A conquista se refere especificamente à largura de um carro capaz de ser conduzido. Ela não certifica conforto, estabilidade em velocidades maiores ou adequação ao trânsito comum.
A singularidade do projeto está em conservar a identidade visual do compacto depois de alterar profundamente sua estrutura. Carroceria, cabine e comandos precisaram funcionar dentro de uma largura próxima de meio metro. O recorde transforma esse trabalho de adaptação em uma curiosidade da construção automotiva, com motor elétrico, peças reaproveitadas e espaço suficiente para apenas um ocupante.