Automobilismo
Hábitos comuns ao dirigir podem danificar o carro sem o motorista notar
Falta de atenção à manutenção aumenta riscos e custos
Dirigir parece simples: ligar o carro, engatar a marcha e seguir viagem. Mas, por trás da rotina no trânsito, pequenos hábitos podem causar prejuízos altos, encurtar a vida útil do veículo e comprometer a segurança, mesmo quando o motorista acha que está dirigindo corretamente.
Hábitos ao dirigir que destroem o câmbio sem o motorista perceber
Um dos erros mais frequentes é dirigir com a mão apoiada sobre o câmbio, principalmente em carros com transmissão manual. A cena é clássica: uma mão no volante, a outra descansando na alavanca de marchas, como se isso significasse controle ou estilo ao dirigir.
Na prática, esse costume força o mecanismo interno do câmbio e acelera o desgaste de peças projetadas apenas para o momento da troca de marcha, como trambulador, garfo de acionamento e terminais esféricos. Com o tempo, as marchas ficam mais duras, entram raspando e o motorista perde conforto e segurança ao conduzir.

Por que dirigir com o pé na embreagem é tão prejudicial
Outro vício muito comum é manter o pé levemente apoiado na embreagem, especialmente em trânsito pesado ou em subidas. A impressão é de que isso garante mais agilidade para sair com o carro, mas o efeito é o oposto e compromete todo o sistema de embreagem.
Com o pedal parcialmente acionado, há atrito constante entre disco e platô, provocando superaquecimento e desgaste acelerado. Com o tempo, surgem patinação, dificuldade nas trocas de marcha e perda de eficiência ao arrancar; o pé esquerdo deve ficar na embreagem apenas durante a troca de marchas e, no restante do tempo, na área de descanso.
Consequências de dirigir com o carro superaquecendo
Ignorar o marcador de temperatura do painel é um comportamento que pode custar muito caro. Quando o motor começa a superaquecer, alguns condutores insistem em continuar rodando “só mais um pouco”, acreditando que o problema vai se resolver sozinho.
Rodar com o motor muito quente pode empenar ou trincar o cabeçote, danificar o bloco do motor e até levar ao famoso motor fundido. Em muitas situações, parar o carro imediatamente, desligar o motor e acionar um guincho representa um gasto bem menor do que reconstruir todo o conjunto.
Erros com pneus e arrefecimento que encurtam a vida do carro
Dirigir com pneus carecas é um erro grave que envolve não só o bolso, mas também a segurança. Pneus sem sulcos suficientes aumentam o risco de aquaplanagem, dificultam frenagens e comprometem a estabilidade em curvas, além de gerarem multa.
Alguns cuidados simples ajudam a prolongar a vida útil dos pneus e do sistema de arrefecimento. Entre eles, vale destacar práticas de rotina que o motorista pode adotar sem custo alto:
- Calibrar os pneus semanalmente, seguindo a pressão indicada no manual do proprietário.
- Trocar os pneus quando atingirem o nível do TWI (Tread Wear Indicator) na banda de rodagem.
- Verificar o nível do líquido de arrefecimento apenas com o motor frio, antes de sair de casa.
- Usar sempre líquido de arrefecimento adequado, evitando água de torneira para não causar corrosão interna.
Confira a publicação do CAR UP Dicas Automotivas, no YouTube, com a mensagem “5 erros graves ao dirigir o seu carro que vão te custar caro!”, destacando hábitos de direção que causam danos e prejuízos, falhas comuns cometidas por motoristas e o foco em alertar para uma condução mais segura e econômica:
Cuidados com o sistema de arrefecimento e o óleo que evitam prejuízos altos
O sistema de arrefecimento costuma ser tratado de forma errada, especialmente quando se abre o reservatório com o motor quente para completar o nível com água de torneira fria. Isso favorece oxidação, corrosão interna e pode causar choque térmico em componentes importantes.
Outro erro é retirar a válvula termostática na tentativa de “resolver” o superaquecimento. Sem ela, o motor demora mais a atingir a temperatura correta de trabalho, aumenta o consumo, contamina mais o óleo lubrificante e perde desempenho; o ideal é identificar causas reais, como radiador obstruído, bomba-d’água com problema ou mistura incorreta de aditivo.
Por que economizar no óleo lubrificante é uma falsa vantagem
Na hora da troca de óleo, muitos tentam economizar escolhendo um óleo lubrificante mais barato, de base mineral ou com viscosidade diferente da especificada no manual do carro. Em motores projetados para óleos sintéticos de baixa viscosidade, como 5W30 ou 5W40, essa escolha inadequada prejudica a lubrificação e aumenta o atrito interno.
Seguir as especificações do fabricante é essencial para proteger o motor e evitar falhas graves no futuro. Em muitos casos, optar por óleos que superam o nível mínimo recomendado contribui para a durabilidade e a eficiência do conjunto, evitando reparos complexos e caros na oficina mecânica.