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Mesmo em carros modernos essas práticas antigas protegem motor, freios e aumentam a durabilidade do veículo

Cuidados ignorados ainda fazem diferença no carro moderno

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Mesmo em carros modernos essas práticas antigas protegem motor, freios e aumentam a durabilidade do veículo
Segredos simples que evitam prejuízo em carro novo - Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

Com tanta tecnologia embarcada, muita gente acredita que várias manias de “carro antigo” ficaram para trás, mas algumas práticas clássicas ainda fazem diferença nos modelos mais modernos, mesmo com injeção eletrônica, turbo e uma série de sistemas inteligentes ajudando o motorista no dia a dia.

Aquecer o motor ainda é importante nos carros atuais

Em carros modernos, o hábito de aquecer o motor antes de sair da garagem ainda tem razão de existir. Mesmo com injeção avançada, o motor foi projetado para trabalhar em uma faixa ideal de temperatura, usada também nos testes de fábrica de consumo e desempenho.

Isso vale ainda mais para motores turbo, que dependem de lubrificação adequada nos primeiros minutos de uso. Deixar o motor aquecer um pouco ajuda a proteger componentes internos, preservar a turbina e contribuir para maior durabilidade e economia de combustível.

Mesmo em carros modernos essas práticas antigas protegem motor, freios e aumentam a durabilidade do veículo
Pequenas atitudes evitam desgaste e gastos futuros – Créditos: depositphotos.com / kunksy.gmail.com

Por que o amaciamento do motor ainda é necessário em carros modernos

Com o avanço das técnicas de fabricação, muita gente imagina que o amaciamento de motor virou coisa do passado. Na prática, os motores atuais passam por um “pré-amaciamento” na fábrica, mas ainda existe um período inicial em que recomendações específicas fazem diferença no ajuste fino das peças.

Esse processo hoje é bem mais curto do que antigamente: em vez dos 10.000 km de antes, o intervalo costuma ficar entre 1.500 km e 5.000 km. Seguir o que está no manual ajuda o motor a equilibrar consumo, uso de óleo, desempenho e vida útil de componentes internos.

Como fazer o amaciamento do motor de forma correta

O conceito de amaciamento ainda gera confusão, e muitos motoristas acreditam que o carro deve rodar só em rotações muito baixas ou evitar totalmente estrada. Na maioria dos manuais, a orientação é apenas dirigir com moderação, sem exageros, enquanto tudo se ajusta internamente.

De forma geral, o período de amaciamento envolve cuidados simples que qualquer motorista consegue seguir no dia a dia. Entre as recomendações mais comuns das montadoras, destacam-se práticas como:

  • Evitar acelerações bruscas ou manter o “pé embaixo” por longos períodos.
  • Não rodar sempre na mesma rotação, alternando entre uso urbano e rodoviário.
  • Respeitar o limite de giro sugerido no manual nas primeiras centenas de quilômetros.
  • Não rebocar cargas pesadas nem rodar constantemente com o carro extremamente carregado no início.
  • Prestar atenção a ruídos, luzes no painel e comportamentos diferentes do normal.

Por que o carro pode frear pior logo depois da troca de freios

Ao trocar pastilhas e discos, muitos motoristas esperam melhora imediata na frenagem, mas é comum notar o contrário nos primeiros 300 km. O pedal pode parecer diferente e o poder de frenagem, menor, o que geralmente indica apenas o processo natural de assentamento das peças.

Os discos novos costumam vir com camada de proteção contra oxidação, e as pastilhas precisam “casar” com a superfície do disco. Esse período inicial elimina resíduos e aumenta a área de contato entre as partes, permitindo que o sistema atinja depois o desempenho de frenagem previsto pelo fabricante.

Confira a publicação do CAR UP Dicas Automotivas, no YouTube, com a mensagem “3 Práticas ANTIGAS que AINDA FUNCIONAM em CARROS NOVOS!”, destacando reaproveitamento de técnicas tradicionais, eficácia de métodos antigos em veículos modernos e o foco em orientar manutenção eficiente e econômica:

Como fazer o amaciamento dos freios na prática

Durante o período de assentamento de pastilhas e discos, alguns cuidados ajudam o sistema a atingir mais rápido o funcionamento ideal. A ideia é não exigir o máximo dos freios logo de cara, para evitar superaquecimento e desgaste irregular nas superfícies de contato.

Entre as orientações mais comuns nesse processo, vale seguir atitudes que protegem o conjunto e aumentam a segurança nas primeiras centenas de quilômetros:

  • Evitar frenagens muito fortes ou de emergência sempre que for possível prevenir a situação.
  • Não descer serras ou ladeiras longas usando apenas o freio, dando preferência ao freio-motor.
  • Realizar frenagens progressivas, aumentando a pressão no pedal de forma suave.
  • Manter distância segura dos outros veículos, já que o poder de frenagem pode estar reduzido.
  • Observar ruídos, vibrações ou cheiros fora do comum, que podem indicar montagem incorreta.

Essas três práticas — aquecer o motor, respeitar o amaciamento do motor e cuidar do assentamento dos freios — mostram que algumas manias antigas ainda fazem sentido nos carros novos. Quem se interessa por esse tipo de curiosidade automotiva encontra um universo de temas para explorar, desde manutenção até tecnologia embarcada, sempre com espaço para aprender algo diferente em cada leitura.