Automobilismo
Pequenos hábitos e manutenções ignoradas podem fazer o carro gastar mais combustível
Erros escondidos que fazem o carro gastar mais combustível
Manter um carro a combustão econômico não depende só do preço do combustível ou do trânsito. Pequenos hábitos no dia a dia e escolhas aparentemente inocentes podem transformar um carro comum em um verdadeiro gastador de gasolina ou etanol, e entender esses erros ajuda a gastar menos no posto e ainda aumenta a vida útil do veículo.
Quais erros fazem o carro gastar mais combustível sem o motorista perceber
Um dos pontos mais esquecidos por muitos motoristas é o uso de óleo de motor fora da especificação. Quando o fabricante recomenda, por exemplo, um óleo 5W30 e o dono decide colocar um 15W40, o motor passa a trabalhar mais pesado, com mais atrito interno e maior consumo.
Outro hábito comum que pesa no bolso é sair acelerando com o motor ainda frio. Logo após ligar o carro, o óleo está mais denso e a injeção eletrônica injeta mais combustível; ao engatar a marcha e acelerar forte, o desperdício aumenta, enquanto alguns minutos em marcha lenta já ajudam o sistema a estabilizar.

Como percursos curtos e rodas desalinhadas aumentam o consumo
Carros que rodam apenas em trajetos muito curtos, como idas diárias de 2 km até o trabalho, dificilmente atingem a temperatura ideal de funcionamento, mantendo a mistura mais rica e aumentando o gasto até em motor 1.0. Agrupar tarefas em um único deslocamento maior ou usar bicicleta e caminhada em distâncias pequenas pode reduzir bastante esse efeito.
O desalinhamento de rodas também é um vilão silencioso, pois aumenta a resistência ao rolamento quando as rodas apontam para fora ou para dentro. Fazer alinhamento periódico entre 15 e 20 mil km, junto com verificação de suspensão e cambagem, mantém o carro rodando “solto” e mais econômico.
Como pneus, rodas e filtros esportivos impactam o consumo de combustível
Mudar rodas e pneus além do que o fabricante recomenda, com pneus mais largos e conjuntos mais pesados, eleva o atrito e a massa girante. Isso exige mais esforço do motor e aumenta o consumo, tanto em carros elétricos quanto em veículos térmicos, especialmente no uso urbano.
Filtros de ar esportivos podem até sugerir melhor desempenho, mas permitem mais ar, elevando a taxa de injeção de combustível pela central. Além disso, muitos filtram pior que os modelos originais de papel, reduzindo a vida útil do motor; para quem busca economia de combustível, é mais vantajoso manter o filtro de ar original em bom estado e trocá-lo nos prazos recomendados.
Como a calibragem dos pneus e o ar-condicionado influenciam no consumo
A calibragem correta dos pneus é um dos cuidados mais simples e ignorados para economizar combustível. Pneus murchos aumentam a área de contato com o solo e o esforço do motor, enquanto seguir a pressão indicada no manual — com, no máximo, 1 ou 2 psi a mais — reduz a resistência ao rolamento.
O uso do ar-condicionado também tem impacto direto, pois o compressor é acionado por correia, colocando carga extra sobre o motor, principalmente em baixa velocidade. Para aproveitar melhor o sistema e evitar desperdícios, alguns cuidados práticos são importantes no dia a dia:
- Verificar a calibragem dos pneus pelo menos uma vez por semana.
- Seguir a pressão recomendada pelo fabricante, sem exagerar para mais ou para menos.
- Usar o ar-condicionado de forma moderada em trajetos curtos e congestionados.
- Realizar manutenção preventiva no sistema de ar-condicionado para evitar esforço extra.

Como subidas, velocidade e sensores afetam o consumo de combustível
Manter o pé cravado no acelerador durante uma subida longa aumenta o consumo, principalmente em marcha alta, quando o motor trabalha sobrecarregado. A alternativa mais eficiente é reduzir a marcha, aceitar leve perda de velocidade e buscar a faixa de giro em que o motor oferece melhor relação entre força e gasto.
O estado dos sensores e atuadores também faz muita diferença, pois componentes como sonda lambda, sensor MAF e sensor de temperatura do motor alimentam a central eletrônica; falhas neles acendem a luz de injeção e levam a misturas mais ricas, elevando o consumo.
- Respeitar o calendário de revisões indicado pela montadora.
- Não ignorar luzes de alerta no painel, principalmente as ligadas à injeção.
- Realizar diagnósticos eletrônicos periódicos em oficinas de confiança.
- Trocar sensores defeituosos antes que prejudiquem o consumo e outros componentes.