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Trancos no câmbio automático podem ser causados por fluido velho ou baixo

Trancos no carro automático podem indicar problema sério oculto

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Trancos no câmbio automático podem ser causados por fluido velho ou baixo
Manutenção preventiva evita danos no câmbio automático - Créditos: depositphotos.com / jayzynism

Quem dirige carro com transmissão automática e sente trancos nas trocas de marcha costuma ficar em dúvida se há um defeito grave ou apenas necessidade de manutenção preventiva, e entender o papel do fluido da transmissão, os sinais de desgaste e a forma correta de troca ajuda a evitar danos caros, reduzir desconfortos ao dirigir e prolongar a vida útil do câmbio.

Por que o câmbio automático pode começar a dar trancos e falhas nas trocas de marcha

Quando a transmissão automática começa a dar trancos, atrasar trocas ou patinar, o motivo muitas vezes está ligado ao estado do fluido da transmissão, que pode estar velho, queimado, contaminado ou em baixa quantidade, comprometendo a lubrificação interna e o funcionamento de componentes sensíveis.

Em muitos casos, uma manutenção preventiva bem feita, com troca completa do fluido usando equipamento adequado e seguindo o procedimento do fabricante, já reduz bastante esses trancos e melhora a suavidade nas trocas, principalmente em transmissões automáticas e CVT usadas com frequência em trânsito urbano intenso.

Trancos no câmbio automático podem ser causados por fluido velho ou baixo
Trancos no câmbio automático – Créditos: depositphotos.com / everyonensk

Por que a troca correta do fluido da transmissão automática é essencial para evitar danos

O fluido de câmbio automático é frequentemente esquecido em relação ao óleo do motor, mas ele também envelhece, perde propriedades, escurece, acumula resíduos e deixa de proteger o sistema, favorecendo o surgimento de trancos, atrasos nas trocas, patinação e aumento de temperatura interna.

A troca correta não se resume a esvaziar e encher o cárter da transmissão, pois isso renova apenas parte do fluido; por isso, oficinas especializadas utilizam máquinas específicas que se conectam às linhas de arrefecimento da transmissão para promover uma circulação completa e controlada do óleo antigo e do fluido novo.

Quais cuidados com quantidade de fluido e sinais indicam a hora de revisar a transmissão automática

A quantidade correta de fluido é essencial para o bom funcionamento da transmissão, e muitos técnicos utilizam a troca por igualdade, na qual a máquina recebe volume extra para a etapa de limpeza e o que sai de óleo usado entra de óleo novo, respeitando a capacidade indicada no manual técnico do veículo.

  • Verificar a capacidade total da transmissão no manual técnico.
  • Adicionar fluido extra na máquina para compensar o ciclo de limpeza.
  • Acompanhar a quantidade de óleo usado que sai e de fluido novo que entra.
  • Conferir o nível final conforme o procedimento específico do fabricante.
  • Ficar atento a trancos, atrasos nas trocas, ruídos e cheiro de óleo queimado.
  • Evitar alternar rapidamente entre P, R e D e não acelerar forte com câmbio frio.
  • Optar por oficinas que utilizem máquina específica para troca completa da transmissão.

Confira a publicação do SR Motors, no YouTube, com a mensagem “Câmbio automático dando trancos?”, destacando problemas comuns no câmbio automático, possíveis causas e sinais de falha e o foco em evitar danos e custos elevados:

Como funciona na prática o processo de limpeza, aquecimento e troca completa do fluido

O procedimento especializado começa com a conexão de duas mangueiras na linha de arrefecimento da transmissão, geralmente no adaptador do trocador de calor, uma para a saída do óleo usado e outra para a entrada do fluido novo, garantindo que o sistema seja percorrido por todo o circuito de óleo.

Com o veículo ligado em marcha lenta, a máquina verifica a pressão de óleo e, após essa checagem, entra em um ciclo de limpeza de cerca de 10 minutos, seguido do pré-aquecimento do fluido novo até aproximadamente 80 °C, permitindo que o óleo entre na transmissão já aquecida e em funcionamento, evitando choques térmicos.