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Pitbull resgatada com apenas 6 semanas perto de contêineres de lixo cresce, vira cadela de terapia e passa a ajudar estudantes com ansiedade e dificuldades emocionais
Pitbull resgatada perto do lixo supera abandono e passa a ajudar estudantes em momentos de ansiedade e estresse na escola
Simone tinha aproximadamente seis semanas quando foi encontrada em uma gaiola entre contêineres de lixo em Memphis, nos Estados Unidos. A pitbull precisou de resgate, cuidados veterinários e acolhimento antes de ganhar outra rotina. Depois da recuperação e do treinamento, passou a acompanhar estudantes em uma escola, oferecendo apoio em momentos de ansiedade, estresse e dificuldade emocional.
Como a filhote foi encontrada e acolhida?
O resgate aconteceu no verão de 2024, quando a cadelinha e seus dois irmãos estavam abandonados em uma gaiola metálica durante um período de calor intenso. Os filhotes apresentavam desnutrição, sarna, infecções oculares e ferimentos. A organização Tails of Hope Dog Rescue assumiu os cuidados e iniciou a recuperação dos três animais.
Os irmãos receberam os nomes Phelps e Kobe, enquanto a futura cadela de terapia foi batizada em homenagem à ginasta Simone Biles. Durante o acolhimento, os responsáveis perceberam nela um temperamento tranquilo e afetuoso. A proximidade com as pessoas chamou atenção enquanto a filhote recuperava peso e sua pele começava a cicatrizar.
O que permitiu que ela se tornasse uma cadela de terapia?
A oportunidade surgiu com um programa piloto de cães de terapia ligado às escolas da Universidade de Memphis. Sally Parish, responsável pelo sistema escolar, adotou a pitbull e acompanhou sua preparação com a equipe da West Tennessee K9. O temperamento afetuoso foi o ponto de partida, mas houve treinamento específico. Confira abaixo os elementos dessa preparação:
- Aprendizado de comandos básicos de obediência;
- Treinamento para acompanhar pessoas e oferecer conforto;
- Preparação para interagir no ambiente escolar;
- Sessões de reforço para manter as habilidades desenvolvidas.

Como funciona a participação da pitbull na escola?
Desde outubro de 2024, Simone passou a integrar o cotidiano da University Middle School, instituição que atendia cerca de 270 estudantes do sexto ao oitavo ano escolar americano. Sua participação pode começar na recepção dos alunos e continuar nas salas de aula, conforme as necessidades do dia e a organização da equipe.
Professores recorrem à cadela quando um estudante enfrenta ansiedade, frustração ou dificuldade para regular as emoções. A convivência também inclui atividades de leitura e momentos de atenção plena. Em vez de uma visita isolada, sua presença se tornou parte da rotina, criando oportunidades de contato ao longo do período escolar.
Que atividades aproximam os alunos do animal?
O vínculo não se resume a fazer carinho durante um momento difícil. Estudantes e funcionários também participam dos cuidados e de atividades com a cadela, dentro da organização do programa. Essas tarefas oferecem ocasiões para convivência e responsabilidade. Confira abaixo algumas formas de participação:
- Inscrever-se para acompanhá-la em passeios;
- Cumprimentá-la entre as aulas;
- Participar de encontros com a cadela na turma;
- Integrar sua presença a atividades de aprendizagem socioemocional.

O apoio emocional significa que a ansiedade desaparece?
A escola descreve a convivência como uma fonte de conforto, conexão e apoio para lidar com o estresse. Isso não significa que todos os estudantes tenham a mesma resposta ou que o contato elimine dificuldades emocionais. A presença do animal complementa o acolhimento escolar, sem substituir o acompanhamento necessário para cada aluno. Também não é possível atribuir automaticamente à cadela qualquer mudança nas notas ou no comportamento: professores, família e outros recursos continuam participando dessa experiência.
O cuidado recebido continua fazendo parte da história
Uma cadela de terapia também precisa ter seu bem-estar respeitado. Em programas desse tipo, os responsáveis devem observar sinais de desconforto, permitir pausas e evitar interações forçadas. Gostar de pessoas não significa estar disponível para contato a todo momento. O trabalho depende tanto da preparação do animal quanto da atenção de quem acompanha suas atividades.
A trajetória de Simone reúne etapas concretas: resgate, recuperação, adoção e treinamento antes da chegada às salas de aula. A filhote encontrada perto do lixo passou a ter uma família e uma função de apoio na comunidade escolar. Seu temperamento pôde aparecer depois que recebeu cuidados, e a preparação permitiu transformar essa proximidade com as pessoas em convivência acompanhada com os estudantes.