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5 de agosto é o Dia Internacional da cerveja

Conheça os benefícios e os riscos da cerveja, a ‘queridinha’ dos brasileiros, para a saúde

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5 de agosto é o Dia Internacional da cerveja

Desde que foi instituída há 15 anos por um grupo de amigos canadenses como Dia Internacional da Cerveja, a primeira sexta-feira de agosto é inspiradora para os amantes da bebida e não faltam comemorações em torno da data. Queridinha dos brasileiros, a cerveja não perde nem para a inflação. Um levantamento feito pelo Euromonitor mostra que o volume de venda das cervejas subiu em 7,6%, com recorde com 14,3 bilhões de litros vendidos, no ano passado. O setor estima encerrar 2022 festejando 15,4 bilhões de litros comercializados. Na terceira posição no ranking de maior mercado do segmento, o Brasil é celeiro das inovações, especialmente das cervejas premium sem álcool e sem glúten. Apesar de fazer a alegria da indústria cervejeira e dos consumidores, a pergunta é: a cerveja faz mal ou bem à saúde?

“Depende da quantidade consumida”, resume a clínica geral e coordenadora da Emergência do Hospital Badim (RJ), Fernanda Souza. A médica explica que o etanol contido na bebida exerce efeito tóxico no organismo, quando ingerido em quantidade elevada. “Essa substância pode acarretar prejuízo hepático, esteatose hepática, cirrose e causar efeitos cardiovasculares”, enumera a especialista. Uma dose padrão de cerveja contém dez gramas de etanol, que é gerado quando frutas ou grãos são fermentados no processo de produção da bebida alcoólica.

Um estudo publicado este ano na revista científica Nature Communications constatou que o consumo diário de álcool pode afetar as estruturas e o tamanho do cérebro. Liderado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA), o estudo comprovou que beber todos os dias pode acelerar o processo de envelhecimento do cérebro, de acordo com dados obtidos com 36.678 pessoas, entre 40 e 69 anos.

Benefícios

Por outro lado, Fernanda Souza relata benefícios que a cerveja pode proporcionar ao organismo quando ingerida em baixa quantidade. “Ingerida de forma adequada, a cerveja pode estimular a produção do colesterol bom, o que repercute positivamente no sistema cardiovascular. O álcool tem efeito diurético, por isso equilibra o funcionamento renal e, consequentemente, previne a formação de cálculo renal. A cevada possui silício, que ajuda no fortalecimento do tecido ósseo”, explica a clínica médica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a ingestão ideal no máximo 350 ml de bebida alcóolica para as mulheres, o que corresponde a uma latinha de cerveja, e de 700 ml para homens, ou seja, duas latinhas de cerveja por dia. “O consumo em quantidade exagerada e diário gera efeito prejudicial à saúde. Além das complicações já citadas, a quantidade elevada de bebida alcóolica diminui a expectativa de vida, causando ainda dificuldade cognitiva”, acrescenta a médica.

No mercado das cervejas premium, a especialista considera que os tipos sem glúten e sem teor alcoólico são mais saudáveis, especialmente para as pessoas que têm intolerância a essa proteína e ao álcool. Mas em qualquer circunstância a médica faz um alerta vital: “beber somente com moderação”.

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