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Brasil caí no ranking de liberdade de imprensa pelo segundo ano consecutivo

Segundo relatório da ONG "Repórteres Sem Fronteiras", a chegada de Bolsonaro na Presidência "deu início a uma era particularmente sombria da democracia e da liberdade de imprensa no Brasil"

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(Foto: Reprodução)

Segundo relatório da ONG “Repórteres Sem Fronteiras”, a chegada de Bolsonaro na Presidência “deu início a uma era particularmente sombria da democracia e da liberdade de imprensa no Brasil”
(Foto: Reprodução)

A organização não governamental (ONG) “Repórteres Sem Fronteiras” divulgou, nesta terça-feira, o ranking de liberdade de imprensa de 2020. Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil perdeu posições e agora ocupa o 107ª lugar entre 180 países. De acordo com o relatório da entidade, desde que Jair Bolsonaro (Sem Partido) assumiu a Presidência, “deu início a uma era particularmente sombria da democracia e da liberdade de imprensa no Brasil”.

Segundo o texto, o chefe de Estado brasileiro “insulta e ataca sistematicamente alguns dos jornalistas e meios de comunicação mais importantes do país, o que estimula aliados a fazerem o mesmo, alimentando um clima de ódio e desconfiança para com os diferentes atores da informação”. “Com ameaças e ataques físicos, o Brasil continua sendo um país especialmente violento para a mídia, e muitos jornalistas foram mortos em conexão com seu trabalho. Na maioria dos casos, esses repórteres, apresentadores de rádio, blogueiros ou provedores de informações de outros tipos estavam cobrindo histórias relacionadas à corrupção, políticas públicas ou crime organizado em cidades pequenas ou médias, onde são mais vulneráveis”, diz o relatório em outro trecho.

O “Repórteres Sem Fronteiras” ainda destaca o problema do oligopólio no controle dos meios de comunicação no Brasil. “A propriedade da mídia continua muito concentrada, especialmente nas mãos de famílias de grandes empresas que estão, com frequência, intimamente ligadas à classe política. A confidencialidade das fontes dos jornalistas está sob constante ataque e muitos repórteres investigativos foram submetidos a processos judiciais abusivos”, relata.

Quem ocupa a primeira posição no ranking de liberdade de imprensa é a Noruega, que se mantém no topo desde 2019. Logo atrás, estão Finlândia, Dinamarca, Suécia, Holanda, Jamaica, Costa Rica, Suíça, Nova Zelândia e Portugal. Atrás do Brasil, ficaram países como Mali, Kuwait e Guiné. As duas últimas colocações são do Turcomenistão, onde jornalistas foram proibidos de falar a palavra coronavírus recentemente, e da Coreia do Norte.

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