Criminosos criam 13 sites falsos de leilão para atrair interessados em preços baixos e quando a vítima tenta arrematar o bem, perde todo o investimento feito - Super Rádio Tupi
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Criminosos criam 13 sites falsos de leilão para atrair interessados em preços baixos e quando a vítima tenta arrematar o bem, perde todo o investimento feito

operação policial desarticulou esquema que lucrou milhões; saiba identificar os detalhes que denunciam uma página falsa de leilão

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Uma pessoa encapuzada usa um smartphone e um laptop em ambiente escuro
Créditos: depositphotos.com / mapo_japan

A chance de arrematar um carro ou um imóvel pela metade do preço pode ser uma isca para golpes. Na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, uma operação liderada pela Polícia Civil do Ceará, com apoio da polícia paulista, desarticulou uma quadrilha especializada no golpe do falso leilão. A ação prendeu cinco pessoas. Ao todo, o grupo movimentou mais de R$ 2,6 milhões com ao menos 13 sites falsos.

Os criminosos criavam páginas na internet que imitavam com perfeição os portais de leiloeiros oficiais. Além disso, os sites tinham design profissional e listas de bens com fotos e descrições detalhadas. Para atrair as vítimas, os criminosos divulgavam anúncios pagos em redes sociais. Dessa forma, alcançavam pessoas que buscavam por oportunidades de compra.

Como identificar se o site de leilão é falso?

Para evitar que mais consumidores se tornem vítimas, as autoridades policiais divulgaram os principais indícios de fraude. O primeiro e mais evidente é o preço muito abaixo do valor de mercado. Por isso, veículos com 50% ou 60% de desconto devem acender um alerta imediato.

Outro sinal crítico é a forma de pagamento. Nesse caso, golpistas exigem que a vítima quite o valor do lance exclusivamente via Pix ou transferência para contas de pessoas físicas. Em contrapartida, leiloeiros oficiais oferecem opções como boleto bancário, emitido em nome da empresa promotora do evento.

Por isso, as autoridades orientam o consumidor a fazer um checklist de segurança antes de qualquer transação. Confira, a seguir, os principais pontos de atenção:

  • Reputação da empresa: Pesquise o nome do leiloeiro em sites de reclamação e verifique se ele está registrado na Junta Comercial do seu estado.
  • Contato e endereço: Desconfie de sites que oferecem apenas um número de WhatsApp como contato. Por outro lado, empresas sérias têm telefone fixo e um endereço físico que pode ser verificado.
  • Visitação do bem: Leilões legítimos geralmente oferecem a possibilidade de o interessado inspecionar o bem antes de dar o lance. Portanto, a recusa ou a criação de dificuldades para a visitação representa um forte indício de golpe.
  • Domínio do site: Verifique a data de criação do domínio do site em serviços online. Além disso, portais fraudulentos costumam ter sido registrados há poucas semanas ou meses.

Caí no golpe do falso leilão, e agora?

Caso tenha feito a transferência, registre imediatamente um Boletim de Ocorrência, que pode ser feito online. Em seguida, entre em contato com seu banco para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta oficial do Banco Central para tentar reaver valores enviados via Pix em casos de fraude.

Por fim, lembre-se de que a pressa para aproveitar uma oferta que parece imperdível é uma das principais ferramentas dos criminosos. Portanto, antes de transferir qualquer valor, verifique todos os itens do checklist acima.