Brasil
Estudo aponta que quatro em cada dez idosos temem cair por problemas em calçadas e vias urbanas
Pesquisa da Fiocruz e da UFMG revela que medo de acidentes é maior entre mulheres e cresce com o avanço da idade, acendendo alerta para a infraestrutura das cidades.
No Brasil, 4 em cada 10 idosos que vivem em áreas urbanas relatam medo de cair por causa de defeitos em calçadas ou vias públicas próximas de casa.
Os dados foram apresentados pela Fiocruz e pela Universidade Federal de Minas Gerais, durante a divulgação dos resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos.
O receio é maior entre as mulheres, com 50% delas temendo sofrer acidentes com o péssimo estado nas cidades.
A reportagem da Super Rádio Tupi foi à Copacabana, bairro da Zona Sul, que possui uma grande quantidade de idosas como moradoras. Uma delas falou sobre a qualidade das calçadas no bairro.
“Eu acho que poderia melhorar, realmente a pedra portuguesa é linda, mas eu acho que é um desperdício de dinheiro, sinceramente. Um outro idoso do bairro cobrou uma melhor manutenção das calçadas. As calçadas têm de melhorar muita coisa, principalmente a gente de idade.” – declarou a moradora.
Procurado pela Super Rádio Tupi, o secretário municipal de conservação, Diego Vaz, declarou que a manutenção das calçadas também é de responsabilidade dos moradores.
“A manutenção das calçadas e passeios que estão à frente dos seus prédios, dos seus comércios, é de responsabilidade do morador, daquele que detém o imóvel, daquele que detém o comércio.” – disse o secretário, explicando que essa responsabilidade é prevista por lei e por decretos municipais.
O temor de sofrer quedas por problemas na infraestrutura urbana varia também conforme a idade, com pessoas mais velhas afirmando terem um medo maior de se acidentar com os problemas nas calçadas do que as mais jovens.
O novo estudo longitudinal da saúde dos idosos também vai permitir o acesso público e ampliado a informações detalhadas sobre questões relacionadas ao envelhecimento.
A ferramenta digital foi criada para apoiar gestores públicos, cientistas e profissionais de saúde no monitoramento contínuo das demandas da população idosa.