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Exame toxicológico para CNH pode deixar falha no cabelo? Entenda

Teste viralizou após jovem relatar 'rombo' na cabeça; especialistas explicam as regras da coleta e dão dicas para não ter danos estéticos

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Foto: Reprodução/Redes Sociais e Pexels

O exame toxicológico obrigatório para a primeira habilitação, que entra em vigor em dezembro de 2025, gerou debate após o relato de uma candidata. Hadassa Mazarão viralizou ao mostrar uma falha em seu cabelo supostamente causada pela coleta de fios para o teste.

Especialistas explicam que há um protocolo rígido para a retirada das amostras. Segundo o toxicologista Alvaro Pulchinelli Jr., presidente do Conselho de Ex-Presidentes da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), o volume exigido não deve provocar danos visíveis.

Regras para a coleta de fios

A extração segue critérios técnicos para garantir a análise. A amostra deve ter entre 100 e 200 fios, com espessura visual semelhante à de uma caneta. Isso representa de 10 a 20 miligramas de material.

Os fios precisam ter ao menos 3 centímetros de comprimento e a coleta deve ser feita rente ao couro cabeludo, preferencialmente na coroa da cabeça. Para minimizar o impacto estético, o candidato pode pedir que a retirada ocorra em áreas menos evidentes, como a nuca.

Em um vídeo publicado em agosto, Hadassa Mazarão aparece chorando ao apontar o resultado da coleta. “Porque fizeram um rombo na minha cabeça! Olha isso aqui! Como assim, cara?”, questionou na publicação.

Apesar do susto, a jovem afirmou que as profissionais que a atenderam foram atenciosas. O caso levantou dúvidas sobre a necessidade de retirar grandes volumes de cabelo para cumprir a norma.

Substâncias e janela de detecção

O teste rastreia o consumo de drogas pela queratina em um período de aproximadamente 90 dias. A análise identifica substâncias como cocaína, maconha, anfetaminas, morfina e heroína, além de medicamentos como anfepramona e mazindol.

Caso o candidato não tenha cabelo ou não queira cortá-lo, o exame pode ser feito com pelos de outras partes do corpo, como peito, pernas, braços, axilas ou região pubiana. A quantidade coletada deve formar um chumaço do tamanho de uma pequena bola de algodão.

Nessa modalidade, a janela de detecção aumenta para 180 dias. Não é permitido misturar pelos de diferentes regiões na mesma amostra. Unhas podem ser utilizadas apenas com justificativa médica.