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Flávio Bolsonaro afirma nos EUA que pode disputar eleição antes de 2030

Diretamente dos Estados Unidos, o senador planeja novas ações políticas e revela estratégias inéditas para mobilizar seus eleitores no país

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Flávio Bolsonaro de camisa branca fala, cercado por apoiadores. Homem à esquerda veste camisa CBF com 'Flávio Bolsonaro 22'
Flávio Bolsonaro discursa após anunciar intenção de concorrer novamente à Presidência antes de 2030, contestando resultados eleitorais. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende concorrer novamente à Presidência da República antes de 2030. A declaração ocorreu durante transmissão de vídeo realizada nos Estados Unidos, logo após ser derrotado nas urnas.

A estratégia comunicada pelo parlamentar prevê acionar a Justiça para pedir a cassação da chapa vitoriosa, encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. O movimento busca provocar nova votação fora do intervalo tradicional de quatro anos.

Ao solicitar que os eleitores continuem mobilizados, o senador reforçou que: “Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”.

Resultado da eleição presidencial

Lula venceu a disputa em segundo turno no dia 25 de outubro com 51,79% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL obteve 48,21%. O placar registrou uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Apesar da validação do pleito pela Justiça Eleitoral e do reconhecimento do resultado por lideranças políticas, incluindo membros da própria bancada do PL, Flávio afirmou que “o jogo não acabou” e voltou a contestar a regularidade da contagem.

Viagem e investigações em andamento

O senador deixou o país mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão de seu passaporte e proibir sua saída do território nacional. A conduta se tornou alvo de inquérito da Polícia Federal.

  • rota: cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu até a Argentina na terça-feira e embarcou em aeronave particular para Miami, onde desembarcou na quarta-feira.

  • descumprimento: viajou apesar da decisão judicial do STF que proibia deslocamentos internacionais e determinava a retenção dos documentos de viagem.

  • negócios sob suspeita: apuração da PF sobre indícios de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com o advogado Willer Tomaz em plataformas de apostas.

  • projeto audiovisual: investigação sobre a captação de recursos para a realização do filme “Dark Horse”, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Decisão de deixar o Brasil

A partida ocorreu após conversa com a esposa, Fernanda Bolsonaro, e com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Flávio relatou ter se reunido com o pai por cerca de meia hora na segunda-feira, antes de saber que policiais federais chegavam ao endereço para notificá-lo.

Ao se despedir, o senador comunicou ao pai que “começou a perseguição” e sustentou que o país passa por um cenário de exceção.

Segundo o parlamentar, Jair Bolsonaro chorou e perguntou se ele entendia as intenções por trás da ordem judicial. Flávio respondeu que compreendia a situação e declarou que: “Estou preparado. Vou enfrentar. Agora eu sei o que eu tenho que fazer”.

O episódio motivou parlamentares do Partido Democrata a cobrarem esclarecimentos do governo Donald Trump sobre a permanência do brasileiro no país.