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Flávio Bolsonaro está na Argentina? Veja o que se sabe e o que falta saber sobre o paradeiro do senador

Rumores sobre viagem de Flávio Bolsonaro movimentam Brasília: Casa Rosada nega entrada do senador e Polícia Federal monitora a entrega de passaportes

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Flávio Bolsonaro de camisa branca e relógio, falando ao microfone para a plateia
PF investiga possível fuga de Flávio Bolsonaro após site argentino relatar viagem de jatinho. Foto: Divulgação/ Charles Vieira

O site argentino “Infobae” noticiou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria saído do Brasil com destino à Argentina para seguir aos Estados Unidos em voo particular. De acordo com a publicação, o parlamentar atravessou a fronteira com a cédula de identidade para embarcar em Puerto Iguazú em um jato Gulfstream G400.

Até o momento, não existe registro formal de saída do político do território brasileiro. A Polícia Federal averigua os postos de migração e comunicará o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o descumprimento do prazo judicial para entrega dos passaportes, que já estão cancelados.

ResumoSuper Rádio Tupi

O que você precisa saber sobre o caso

Site argentino noticiou suposta ida de Flávio Bolsonaro à Argentina para viajar aos Estados Unidos em jato particular.

O governo argentino negou a entrada do senador e informou que o plano de voo da aeronave inspecionada não incluía a família Bolsonaro.

Não há registro de saída do Brasil, mas a PF comunicará o STF sobre o fim do prazo judicial para entrega dos passaportes.

Flávio Bolsonaro e aliados negaram a viagem internacional e afirmaram que o senador não tem planos de deixar o país.

Posicionamento do governo argentino

A Casa Rosada negou a entrada do parlamentar no país vizinho. Em nota oficial, o governo de Javier Milei informou que a Direção Nacional de Migrações não possui registros da presença de Flávio Bolsonaro em território argentino.

As autoridades locais realizaram inspeções no avião privado presente no Aeroporto Internacional de Iguaçu e verificaram que os documentos da empresa responsável estavam regulares. O plano de voo apresentado não incluía integrantes da família Bolsonaro.

Retenção de passaportes e investigações

Polícia Federal monitora fronteiras e voos após notícia sobre Flávio Bolsonaro. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

A Polícia Federal intimou o senador para entregar os documentos de viagem comum e diplomático em até 24 horas. Segundo apuração do “UOL”, o prazo venceu no fim da manhã e os passaportes continuam em posse do congressista.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes também proíbe o senador de manter contato com Willer Tomaz. Ambos são investigados por lavagem de dinheiro em conta conjunta no banco Santander. Tomaz foi alvo de mandados de busca e apreensão em agosto por suspeita de desviar verbas previdenciárias.

Repercussão entre aliados

O deputado cassado Eduardo Bolsonaro ironizou o relato em conversa com a colunista Mariana Sanches, do “UOL”, e classificou a alegação como mentirosa. Ao portal “Metrópoles”, o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), garantiu que o colega não deixou o Brasil. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, não comentou o assunto.

Em gravação compartilhada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro relatou ter recebido a notificação logo após visitar o pai, Jair Bolsonaro. O senador declarou que apresentaria os passaportes para se defender das acusações e rechaçou planos de se ausentar do país.