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Homicídios caem 8% no Brasil, mas Fórum de Segurança Pública alerta para explosão de crimes digitais em 2025

Estelionatos e fraudes pela internet disparam enquanto criminalidade migra para o ambiente virtual; entenda a nova ameaça

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Duas mãos segurando barras de prisão pretas, com a mão direita desfocada ao fundo
Créditos: depositphotos.com / grinvalds

Uma boa notícia marca o cenário da segurança pública no Brasil: o país registrou uma queda de 8,2% nos crimes violentos letais em 2025, em comparação com o ano anterior. No entanto, os crimes digitais seguem na contramão dessa tendência, com golpes e fraudes online ganhando espaço entre as ocorrências. A informação foi divulgada em julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em seu mais recente “Anuário Brasileiro de Segurança Pública

No entanto, o mesmo levantamento acendeu um alerta para uma nova tendência: a migração da criminalidade para o ambiente digital. Enquanto os crimes violentos diminuem, os golpes e fraudes online, especialmente os estelionatos, registraram um crescimento expressivo. Assim, o ambiente digital se tornou um dos principais palcos de atuação para muitos criminosos.

O que explica essa mudança no crime?

A migração da criminalidade para o ambiente online não é um fenômeno novo, mas atingiu um ponto de inflexão. Nesse contexto, segundo especialistas em segurança, o avanço de novas tecnologias, como ferramentas de inteligência artificial, barateou e simplificou a execução de golpes complexos em larga escala.

Além disso, o criminoso percebeu que o risco no ambiente digital pode ser menor e o retorno financeiro, maior. Por isso, essa combinação tornou os crimes virtuais mais atraentes do que ações que envolvem confronto direto, como assaltos, que também implicam maior chance de prisão.

Quais crimes mais cresceram?

Os crimes de estelionato e fraude digital estão no topo da lista de crescimento. Além disso, as modalidades são variadas e cada vez mais sofisticadas. Entre elas, estão golpes que utilizam engenharia social e inteligência artificial para enganar as vítimas.

Entre os casos mais comuns estão a clonagem de aplicativos de mensagem para pedir dinheiro a contatos e o uso de vozes ou vídeos falsos (deepfakes) para simular emergências.

Por exemplo, os golpistas podem criar cenários de sequestros ou acidentes. Para isso, usam a voz clonada de um ente querido para exigir transferências financeiras urgentes via Pix.

Dessa forma, a sofisticação da tecnologia torna cada vez mais difícil para familiares e amigos distinguirem o que é real de uma farsa.

A polícia está preparada para investigar esses casos?

As forças de segurança estão se adaptando a essa nova realidade. Apesar de muitos acreditarem que a internet é uma “terra sem lei”, os crimes digitais deixam rastros que podem ser investigados.

Além disso, governos e polícias têm investido na criação de delegacias especializadas em crimes cibernéticos e na capacitação de agentes.

Essas unidades contam com peritos forenses digitais que conseguem rastrear transações financeiras e investigar a origem das fraudes. Por outro lado, o desafio continua grande, principalmente diante da rápida evolução das ferramentas utilizadas pelos criminosos.

Nesse cenário, a cooperação entre instituições e o uso de tecnologia são recursos importantes para combater essa modalidade criminosa.

Como posso me proteger desse golpe?

A principal defesa é a prevenção e a desconfiança. Por isso, especialistas em segurança digital recomendam algumas práticas simples:

  • Crie uma senha familiar: combine uma palavra ou pergunta de segurança com parentes e amigos próximos. Assim, caso receba um pedido de ajuda suspeito, peça a palavra-chave.
  • Desconfie da urgência: golpistas criam cenários de pânico para impedir que a vítima raciocine. Por isso, pedidos de dinheiro imediatos representam um importante sinal de alerta.
  • Valide em outro canal: se receber uma ligação ou mensagem suspeita, desligue e tente contatar a pessoa por outro meio que você já conheça, como uma chamada de vídeo no WhatsApp.

Por fim, diante de um pedido de ajuda desesperado por telefone, a regra é única: desligue a chamada e valide a emergência por um canal que você mesmo iniciou.