Brasil
No STF, Janja posta foto com Fux e afirma que proibir bets é proteger famílias
Primeira-dama entrega estudo sobre o impacto das apostas em audiência no tribunal; clubes esportivos alertam para grandes prejuízos financeiros
A primeira-dama Janja Lula da Silva compareceu pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal para acompanhar a audiência pública sobre a proibição dos jogos e das apostas eletrônicas no país. Durante a realização do encontro, ela se reuniu com o ministro Luiz Fux e registrou esse momento em publicação nas redes sociais.
A audiência conduzida no tribunal avalia a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto suspendeu a exploração comercial, a propaganda, a oferta e a intermediação de apostas esportivas e cassinos virtuais em todo o território nacional.
Estudo sobre os impactos sociais
Durante a sessão no tribunal, Janja entregou ao magistrado um estudo elaborado pelo estúdio Clarice. O relatório é intitulado “Mulheres e Bets, o custo das apostas online para as brasileiras e suas famílias” e analisa as consequências diretas da atividade sobre as famílias e o público feminino.
Ao se posicionar a favor do veto total ao setor, Janja declarou que as “famílias brasileiras precisam seguir livres das bets”. Para a primeira-dama, interromper o funcionamento dessas plataformas significa “proteger a saúde, a renda e a dignidade das famílias brasileiras”.
Representantes de equipes esportivas contestaram as restrições impostas pelo governo federal. Em sustentação no STF, o vice-presidente do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, afirmou que a medida pode atingir diretamente cerca de 1,2 mil postos de trabalho no clube.
O dirigente calculou que o cancelamento das parcerias acarretará uma perda financeira de R$ 430 milhões. Willeman ressaltou que a rescisão causará um “impacto severo” no treinamento de competidores para os próximos Jogos Olímpicos, lembrando que a agremiação é a segunda maior formadora de atletas olímpicos do planeta.
Willeman argumentou ainda que a medida provisória gera insegurança jurídica. De acordo com o dirigente, os contratos fechados com as empresas de apostas foram firmados sob as regras da legislação previamente aprovada pelo Congresso Nacional.