Brasil
Pagamento do Bolsa Família é antecipado para antes do 2º turno
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a antecipação do calendário foi definida diante do aumento dos registros de desastres climáticos e das previsões para os próximos meses
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o pagamento do Bolsa Família em outubro. Todos os beneficiários terão acesso ao valor reajustado antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os pagamentos começam nesta segunda-feira (19/10) e serão unificados a partir de quarta-feira (21/10). Pelo calendário original, os depósitos seriam feitos de forma escalonada até o dia 30, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Nesta segunda-feira, recebem os beneficiários com NIS terminado em 1. Na terça-feira (20/10), será a vez daqueles com final 2. A partir de quarta-feira (21/10), o pagamento será liberado de uma só vez para os beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. A mudança também será adotada em novembro e dezembro, como medida preventiva para reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social.
O rejuste dos valores do programa foi anunciado em setembro, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto. O valor mínimo mensal passou de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio, que inclui os adicionais pagos de acordo com a composição familiar, subiu de R$ 675 para R$ 777.
De acordo com o ministério, a antecipação do calendário foi definida diante do aumento dos registros de desastres climáticos e das previsões para os próximos meses. Análises técnicas da pasta identificaram 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública em agosto e setembro de 2026, mais que o dobro dos 253 registrados no mesmo período do ano passado.
O aumento foi provocado principalmente por eventos climáticos no Sul do país. Os reconhecimentos relacionados a chuvas, granizo, vendavais e inundações passaram de 81 para 272. No semiárido, os registros associados à estiagem e à seca subiram de 172 para 239, uma alta de 39%. Segundo o MDS, os efeitos do El Niño podem atingir todas as regiões brasileiras, com risco de agravamento da insegurança alimentar e de comprometimento dos meios de subsistência das famílias mais vulneráveis.