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PF diz que houve crime no vazamento de informações em live de Bolsonaro, mas não indicia o presidente

Polícia justificou que Bolsonaro tem foro privilegiado

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Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto
(Foto: Reprodução/YouTube)
Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto

(Foto: Reprodução/YouTube)

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal a conclusão das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos durante uma live de Jair Bolsonaro, em agosto de 2021, nas redes sociais. No relatório, a polícia concluiu que houve crime, mas não indiciou o presidente e justificou que ele tem foro privilegiado.

“Em respeito ao posicionamento de parte dos Excelentíssimos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que preconiza que pessoas com foro por prerrogativa de função na Egrégia Corte só podem ser indiciadas mediante prévia autorização”, escreveu a delegada no relatório enviado ao Supremo.

Bolsonaro estava acompanhado do deputado Filipe Barros, que também não foi indiciado pela PF por também ter foro privilegiado.

A PF também afirma, no documento, que não causou prejuízo à investigação o fato de Bolsonaro não ter comparecido para prestar depoimento na última sexta-feira (28), apesar de determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Como justificativa, o presidente afirmou que exerceu o direito de ausência.

“Essa ausência, por outro lado, não trouxe prejuízo ao esclarecimento dos fatos”, disse Denisse.

Na live, Bolsonaro explanou dados sigilosos de uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis ataques virtuais aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2018. O TSE já declarou que o fato não prejudicou o resultado daquele pleito.

A partir da apuração da PF, a Procuradoria-Geral da República irá decidir se denuncia ou não Bolsonaro ao Supremo.

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