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Transferência de imóvel entre pais e filhos: a mudança nos cartórios que pode economizar R$ 30 mil em impostos
Economia depende do estado, valor do imóvel e modelo de transferência escolhido
A transferência de imóvel entre pais e filhos voltou ao centro das conversas porque muitas famílias perceberam que deixar tudo para o inventário pode sair mais caro. Com novas regras tributárias e mais atos feitos em cartório, a antecipação patrimonial ganhou força em 2026. Mas o ponto essencial é este: a economia de R$ 30 mil pode acontecer em alguns casos, não é uma promessa automática para todo imóvel.
Como a transferência de imóvel entre pais e filhos pode reduzir impostos?
A economia costuma aparecer quando a família compara a doação em vida com a transmissão apenas depois da morte. Em alguns estados, a base de cálculo, a alíquota e o momento escolhido para transferir o bem fazem grande diferença no valor final.
O imposto mais lembrado nessa operação é o ITCMD, cobrado em doações e heranças. Com a progressividade ganhando força, imóveis de maior valor podem ser mais impactados se a família não planejar a sucessão com antecedência.

Onde está a mudança que fez os cartórios entrarem no alerta?
O alerta vem do avanço dos atos extrajudiciais, da digitalização de serviços e da maior atenção ao planejamento familiar em cartório. Hoje, algumas famílias conseguem organizar a transferência com mais previsibilidade, desde que os documentos estejam corretos.
Veja uma simulação simples para entender por que o assunto ganhou tanta força:
Doação com usufruto ainda vale a pena?
A estratégia mais comentada é transferir a nua-propriedade aos filhos e manter o usufruto com os pais. Assim, os filhos passam a ter direito futuro sobre o bem, enquanto os pais preservam o uso, a moradia ou o recebimento de aluguel.
Esse modelo costuma chamar atenção porque combina organização patrimonial com proteção prática para quem doa. Antes de seguir por esse caminho, vale entender os principais efeitos:
- Os pais podem continuar usando o imóvel enquanto viverem.
- Os filhos recebem a propriedade dentro das condições registradas.
- A família pode evitar parte da burocracia de um inventário futuro.
- A operação precisa respeitar direitos de outros herdeiros.

Quais cuidados evitam prejuízo na hora de transferir?
A transferência não deve ser feita apenas porque parece barata. O cartório exige formalização adequada, e a operação geralmente passa por escritura pública, pagamento de tributos e posterior averbação ou registro no registro de imóveis.
Quando essa economia de R$ 30 mil pode fazer sentido?
A economia pode fazer sentido quando o imóvel tem valor relevante, há mais de um bem envolvido ou a família vive em estado com regra menos favorável para transmissões futuras. Nesses casos, o planejamento sucessório pode reduzir custo, tempo e conflito.
Mesmo assim, a decisão precisa ser individual. Transferir imóvel para filhos sem avaliar impostos, regime de bens, outros herdeiros e necessidade dos pais pode criar um problema maior do que a economia prometida. O melhor alerta dos cartórios é simples: antes de assinar, entenda o efeito completo da transferência.