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TSE manda Nikolas Ferreira apagar vídeo que distorce fala de Lula sobre mulheres; entenda

Decisão determina que o deputado retire a publicação do X em até 24 horas, sob pena de multa diária em caso de descumprimento

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Nikolas Ferreira. Crédito: Reprodução/Youtube

O deputado federal Nikolas Ferreira terá de apagar da rede social X, em um prazo de 24 horas, uma publicação que vincula declarações de Luiz Inácio Lula da Silva a crimes sexuais contra crianças. A determinação partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral.

Se a determinação judicial for descumprida pelo parlamentar do PL mineiro, ele terá de pagar multa diária.

Por que o TSE mandou retirar a gravação?

A ministra Estela Aranha avaliou que a postagem extrapolou os limites do debate político e da livre manifestação. Segundo a magistrada, o deputado distorceu o contexto da fala do petista para induzir os eleitores ao engano.

Na decisão, Aranha destacou que o vídeo não apresenta “mera interpretação alternativa”, mas uma montagem argumentativa que leva o público a acreditar que Lula estaria “normalizando práticas de crimes extremamente graves envolvendo crianças e adolescentes”.

O que dizia a publicação de Nikolas Ferreira?

Na gravação veiculada na rede social, o parlamentar rebateu a declaração de Lula, afirmando que meninas não passam por procedimentos ginecológicos invasivos na infância, e criticou as ausências do petista em debates.

Nikolas questionou o impacto da fala: “Imagina uma merda de um pedófilo ouvindo uma declaração do presidente da República falando isso”. Em seguida, o deputado disse que o candidato foge dos confrontos eleitorais porque mostra quem é sempre que fala.

Como Lula reagiu à acusação?

Foto: Reprodução/Instagram (@lulaoficial)

A controvérsia teve início após Lula comparar a resistência masculina ao exame de próstata com os cuidados médicos femininos, dizendo que “o homem é covarde” diante do toque, enquanto as mulheres se acostumam com exames rotineiros desde pequenas.

Durante comício realizado em Salvador, Lula admitiu ter utilizado termos inadequados ao elogiar a coragem das mulheres perante os preconceitos masculinos. Na mesma ocasião, ele classificou o deputado como “canalha” por ter distorcido “uma palavra ou uma frase errada” nas plataformas digitais.