Carnaval
Carmelitas interrompe desfile no Rio pela primeira vez em 36 anos
Organização do bloco aponta falhas na fiscalização e aumento do público em Santa Teresa
O tradicional Bloco das Carmelitas não conseguiu completar o trajeto até o Largo dos Guimarães, em Santa Teresa, nesta sexta-feira (13). Foi a primeira vez, em 36 anos, que o cortejo não chegou ao ponto final.
A bateria saiu da Rua Hermenegildo de Barros, como ocorre todos os anos, mas avançou apenas parte do percurso antes da decisão de interromper o desfile.
Organização aponta excesso de ambulantes
Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, Associação de Blocos de Rua do Rio, que organiza o Carmelitas e outros 13 blocos, afirmou que o excesso de ambulantes não autorizados e o aumento do público impediram a passagem do cortejo.
Em nota, a associação também criticou a falta de presença de agentes da segurança pública: “Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade”.

Nota cobra planejamento da Prefeitura
Confira a nota da Sebastiana na íntegra: “A Sebastiana, Associação de Blocos de Rua do Rio, na qual o Bloco das Carmelitas é associado desde sua fundação, lamenta o ocorrido nessa sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando por prudência e em respeito aos foliões, os dirigentes e músicos interromperam o desfile do bloco.
Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.
O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.
Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucai.
Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos.“