Ciência e Saúde

O brasileiro sabe, de fato, quando deve ir ao pronto-socorro?

Especialista ajuda a diferenciar as situações urgentes das que não são

Por Victor Yemba

(Divulgação)

Normalmente, os cuidados com a saúde são vistos sob duas óticas, a prevenção e a urgência da situação. Nesse sentido, o Ministério da Saúde estabelece que os profissionais dos prontos-socorros de todo o país são responsáveis por oferecer assistência à sociedade que necessite de atendimento imediato ou está em uma emergência.

Por conta disso, o funcionamento desses locais, também conhecidos como PS, acontece 24 horas por dia. Mas são poucas as pessoas que recorrem aos hospitais apenas em emergências – segundo o Ministério, 50% a 70% dos brasileiros procuram pelo pronto atendimento em qualquer momento, mesmo quando o caso não é tão grave.

Uma pesquisa do Instituto Data Popular (2014) revela que seis em cada 10 brasileiros só vão ao médico quando já estão doentes. Ao interpretar esta situação, percebe-se que a urgência predomina a prevenção, portanto, prevenir é a melhor forma de diminuir os riscos de doenças graves.

Para Ricardo Salem, diretor médico da Care Plus, operadora de saúde premium pertencente ao Grupo Bupa, a saúde vai muito além do hospital e dos atendimentos nos PS e, pode estar diretamente conectada à medicina preventiva. Segundo ele, a falta de acompanhamento contínuo dos pacientes por um mesmo médico, que saiba todo o histórico de saúde, faz com que inúmeros brasileiros recorram aos prontos-socorros, mesmo sem estarem em uma situação, de fato, emergencial.

Levantamentos da Care Plus indicam que 70% das pessoas que passam diretamente em pronto atendimentos não retornam para pegar os exames realizados e, a cada 10 casos com os ‘médicos generalistas’, feitos por meio do programa Atenção Primária da empresa, apenas 1 é encaminhado para o pronto-socorro. A discrepância entre os dados se dá pela capacidade do médico generalista de tratar a mesma pessoa durante toda a vida.

A Dra. Martha Sallum ainda dá dicas para economizar o tempo e a energia gastos em diversos momentos nas idas ao PS, que não são emergenciais.

Confira:

  • Ter um médico de confiança na rede de atendimento;
  • Preferir consultas agendadas, para evitar idas ao pronto-socorro nas situações que não são emergenciais;
  • Manter o acompanhamento periódico sugerido pelo médico de confiança para evitar descompensações das doenças;
  • Sintomas que duram meses ou semanas e que não tenham tido piora podem ser avaliados em consultas agendadas.

 

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