Coronavírus

Família de jovem morto por suspeita de Coronavírus garante que ele não fazia parte do grupo de risco

Em entrevista exclusiva à Super Rádio Tupi, mãe da vítima destacou dificuldade para encontrar testes para o covid-19

Por Bárbara Mello

Foto: Reprodução Facebook

A Secretaria Estadual de Saúde segue investigando o caso do jovem Gabriel Martinez, de 26 anos, morto na madrugada deste domingo (22), com sintomas do novo Coronavírus. De acordo com Maria Aparecida Martinez, mão do rapaz, o publicitário, que não fazia parte do grupo de risco, apresentou os primeiros sintomas na última quarta-feira (18), quando deu entrada, pela primeira vez, no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Segundo Maria Aparecida, Gabriel relatava febre, cansaço e dificuldades para respirar. Ao chegar ao hospital, ele foi encaminhado para uma série de avaliações, como exame de sangue, um eletrocardiograma e uma tomografia. Os primeiros exames não apresentaram alterações, somente a tomografia que apontou manchas no pulmão de Gabriel. Após os exames, ele foi encaminhado para casa, com prescrição de medicamentos e um encaminhamento para o teste de covid-19, que não foi possível fazer no próprio hospital, o que reforça a suspeita da contaminação.

Ainda de acordo com a mãe do publicitário, na segunda-feira seguinte foram feitas buscas pelo kit de exames para o o novo coronavírus em diversos laboratórios do Rio de Janeiro, sem sucesso.

 

Em entrevista exclusiva à Super Rádio Tupi, ela relatou a dificuldade para encontrar o exame:

Na madrugada de sábado para domingo, Gabriel relatou à mãe que estava muito cansado, e que retornaria ao hospital, já que, de acordo com a orientação a médica, ele deveria voltar após 72 horas, caso não apresentasse melhora. Ele refez os exames, e foi constatado que o pulmão estava completamente tomado pela mancha. Gabriel não resistiu aos sintomas e veio à obito horas depois. Segundo os médicos, a causa da morte foi parada cardíaca devido à insuficiência respiratória.

Maria Aparecida garante que Gabriel não fazia parte do grupo de risco. Ele não era fumante, não tinha nenhuma doença crônica como asma ou bronquite, não era diabético, nem cardíaco.

Gabriel era músico, fazia parte do grupo de pagode “Deu liga” e se apresentava em diversos bares e casas de show do Rio de Janeiro. Os companheiros de grupo de Gabriel tambem estão sendo monitorados, mas até o momento, não apresentam nenhum sintoma. O jovem era vascaíno e esteve presente na última partida entre Vasco e Goiás, no último dia 12, em São Januário.

Nós entramos em contato com o Hospital Badim para obter detalhes sobre o caso, que nos enviou a seguinte nota:

Hospital Badim não informa em qualquer circunstância o nome e as condições clínicas dos pacientes e garante que está em contato direto com as autoridades competentes para monitoramento e ações relacionadas ao novo coronavírus. Os casos suspeitos são notificados à secretaria de saúde.

O corpo de Gabriel foi liberado na tarde desta segunda-feira e, por determinações do Ministério da Saúde, ele será cremado e não haverá velório.

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