Capital Fluminense

Sambista Monarco é velado na quadra da Portela

"Ele é uma referência", diz fã do compositor

Por Tatiana Campbell

Familiares, amigos e fãs se despedem de Monarco
Familiares, amigos e fãs se despedem de Monarco – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Familiares e amigos de Hildemar Diniz, o Mestre Monarco, se despediram, neste domingo (12), do sambista Monarco que morreu, neste sábado (11), aos 88 anos vítima de complicações após uma cirurgia no intestino. Às 11h teve início o velório do artista na quadra da escola de samba da Portela, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Fãs de Monarco puderam se despedir do compositor. Ás 16h está marcado o enterro no Cemitério de Inhaúma, na mesma região.

Frequentadora da quadra da Portela há mais de 50 anos Aldaléia Rosa falou da dor de perder este mestre do samba

“É uma perda muito grande, um compositor maravilhoso da Portela, um amigo. Eu só peço que o Divino Espírito Santo caminhe com ele, que dê muita força para a família dele e que ele olhe pelo povo portelense aqui da Terra. Ele é uma referência e sempre vai ser”

Presidente de honra da Portela e símbolo do samba, Monarco era o mais antigo integrante da Velha Guarda da azul e branco de Madureira. Nascido em Cavalcante, Zona Norte do Rio, desde pequeno já se envolveu com os compositores da escola.

Em 2019, o albúm ” De Todos os Tempos” foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba. Um dia antes de sua morte, o sambista foi homenageado na inauguração da Sala de Troféus da escola, que leva seu nome.

O presidente da Portela, Luiz Carlos Magalhães, falou sobre a perda para escola e para o samba.

“O que conforta é a belíssima vida que ele teve, de muitas realizações. Ele trouxe pra si a missão de contar uma história tão linda como a da Portela e a maioria das músicas dele tinham referências e o que ele mais gostava era isso. Tinha uma quantidade imensa de jovens que o procuravam, um grupo apaixonado pelo Brasil inteiro. Agora cabe a nós manter as tradições da escola”.

Monarco deixa esposa, filho, netos e uma legião de fãs e admiradores.

“Era uma testemunha histórica do samba, um cara que tinha muito saber, muito conhecido e compartilhava isso com muita generosidade, sempre muito responsável e um brilhante cantor e compositor de estilo único. Eu acho que deixou uma obra gigante pra gente. Ele era a grande memória da Portela”, disse a cantora Marisa Monte.



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