Brasil

Governo vai injetar quase R$ 150 bilhões na economia para combater os efeitos do coronavírus

De acordo o ministro Paulo Guedes, a maior parte dos recursos vem de remanejamentos, de linhas de crédito e de antecipações de gastos

Por Marcos Antonio de Jesus

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou, no final da tarde desta segunda-feira, que o governo pretende injetar até R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos três meses para amenizar o impacto do coronavírus sobre a economia e o sistema de saúde.

De acordo com ele, a maior parte dos recursos vem de remanejamentos, de linhas de crédito e de antecipações de gastos, sem comprometer o espaço fiscal no Orçamento. O ministro informou que até R$ 83,4 bilhões vão ser aplicados em ações para a população mais vulnerável, até R$ 59,4 bilhões para a manutenção de empregos e pelo menos R$ 4,5 bilhões para o combate direto à pandemia.

Segundo Paulo Guedes o investimento é um contrachoque na crise provocada pelo coronavírus:

Paulo Guedes disse que a principal intenção é cuidar dos mais idosos. O governo anunciou  R$ 23 bilhões para entrar na economia em abril e mais R$ 23 bilhões para maio (sobre antecipação para aposentados e pensionistas do INSS) e antecipar abonos para junho, mais R$ 12 bilhões de reais.

O ministro definiu como prioritárias três das 19 propostas em tramitação no Congresso Nacional que constam de ofício enviado na semana passada aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, David Alcolumbre. A primeira é a Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo, que descentraliza recursos da União para estados e municípios.

A segunda é a aprovação do projeto de lei que autoriza a privatização de Eletrobras, que renderá R$ 16 bilhões ao governo este ano. A última proposta considerada prioritária por Paulo Guedes é o Plano de Equilíbrio Fiscal, programa de socorro a estados pouco endividados, mas com dificuldades financeiras por causa do comprometimento dos orçamentos locais com servidores.

O ministro da economia citou ainda medidas que já entraram em vigor, como a liberação de R$ 135 bilhões nos compulsórios, parcela que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central, e as decisões do Conselho Monetário Nacional para apoiar a renegociação de dívidas das empresas e das famílias.

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