Homem aceita ser fiador do aluguel de R$ 3 mil do irmão, dívida chega a R$ 90 mil e ele descobre que pode perder a própria casa de R$ 650 mil - Super Rádio Tupi
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Economia

Homem aceita ser fiador do aluguel de R$ 3 mil do irmão, dívida chega a R$ 90 mil e ele descobre que pode perder a própria casa de R$ 650 mil

Fiador de aluguel de R$ 3 mil vê dívida chegar a R$ 90 mil e pode perder a própria casa

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Homem aceita ser fiador do aluguel de R$ 3 mil do irmão, dívida chega a R$ 90 mil e ele descobre que pode perder a própria casa de R$ 650 mil
Ser fiador de aluguel significa assumir uma responsabilidade que pode atingir diretamente o próprio patrimônio

Um homem aceita ser fiador do aluguel de R$ 3 mil do irmão, acreditando que está apenas ajudando a família. Meses depois, a dívida chega a R$ 90 mil e ele descobre que o problema pode atingir seu próprio patrimônio, inclusive uma casa avaliada em R$ 650 mil. O caso chama atenção porque muita gente assina fiança sem entender o tamanho da responsabilidade assumida.

Por que ser fiador não é apenas uma gentileza?

Ser fiador significa assumir uma obrigação formal. Quando o inquilino não paga aluguel, condomínio, encargos ou outros valores previstos no contrato, o locador pode cobrar a dívida também de quem deu a garantia. A ajuda familiar, nesse caso, vira compromisso jurídico.

O risco aumenta quando o contrato prevê responsabilidade solidária ou renúncia ao benefício de ordem. Nessas situações, o credor pode tentar cobrar diretamente do fiador, sem precisar esgotar todas as tentativas contra o inquilino primeiro.

Como uma dívida de R$ 3 mil pode chegar a R$ 90 mil?

Uma dívida de aluguel cresce quando os meses vencidos se acumulam. Além do aluguel principal, podem entrar multa, juros, correção, condomínio, IPTU, contas pendentes, reparos no imóvel e despesas do processo de cobrança.

Antes de aceitar a fiança, é importante entender quais valores podem aparecer no contrato:

  • Aluguéis mensais não pagos.
  • Condomínio e taxas ordinárias.
  • IPTU e encargos combinados.
  • Multa por atraso ou rescisão.
  • Custas, honorários e despesas de cobrança.
Homem aceita ser fiador do aluguel de R$ 3 mil do irmão, dívida chega a R$ 90 mil e ele descobre que pode perder a própria casa de R$ 650 mil
Ser fiador de aluguel significa assumir uma responsabilidade que pode atingir diretamente o próprio patrimônio

O fiador pode perder a casa onde mora?

Sim, essa é a parte que mais surpreende. A Lei nº 8.009/1990 protege o bem de família contra penhora em muitas dívidas, mas cria exceções. Uma delas envolve obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação.

Na prática, isso significa que o imóvel do fiador pode ser penhorado para pagar dívida de aluguel, mesmo quando se trata da casa onde ele mora. A perda não acontece de um dia para o outro, mas pode surgir dentro de uma ação judicial de cobrança ou execução.

Por que a casa de R$ 650 mil entra na discussão?

A casa entra na discussão porque o valor do imóvel pode servir para satisfazer a dívida. Se o fiador não paga voluntariamente e não há acordo, o credor pode buscar bens em nome dele. Imóveis, veículos, dinheiro em conta e outros patrimônios podem ser analisados no processo.

Alguns sinais mostram que o risco deixou de ser apenas teórico:

Sinais de cobrança contra o fiador

Situações que indicam que a cobrança da dívida já pode ter avançado para o fiador

  • 1O inquilino parou de pagar há vários meses.
  • 2O proprietário notificou formalmente o fiador.
  • 3A dívida já inclui multa, juros e encargos.
  • 4Há ação judicial em andamento.
  • 5O fiador recebeu intimação ou ordem de pagamento.

O que fazer antes de aceitar ser fiador?

Antes de assinar, o fiador deve ler o contrato inteiro e calcular se teria condições reais de pagar a dívida caso o inquilino deixasse de cumprir o acordo. A pergunta não é apenas “confio nessa pessoa?”, mas “eu conseguiria assumir esse aluguel por vários meses?”.

Também vale pedir orientação antes da assinatura, negociar limites e verificar se existem garantias menos arriscadas, como caução, seguro-fiança ou título de capitalização. A decisão deve ser tomada com calma, não sob pressão emocional.

Qual é a lição desse tipo de caso?

O caso mostra que fiança de aluguel não é simples favor. Quando alguém aceita ser fiador, coloca o próprio nome e patrimônio na relação contratual. A dívida do inquilino pode deixar de ser problema apenas dele e atingir quem tentou ajudar.

Por isso, aceitar a fiança do aluguel de um parente exige mais do que confiança. Exige entender a lei, medir o risco e saber que uma assinatura feita para resolver a vida de outra pessoa pode comprometer a segurança financeira de quem assinou.