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A Capital do Jazz & Blues recebeu sua 22ª edição do festival em junho de 2026 e concentra 15 praias em 28 km de litoral fluminense
Música, mar e charme.
Poucas cidades brasileiras conseguem combinar o maior festival de Jazz & Blues da América Latina, quinze praias em menos de trinta quilômetros de litoral e a maior escultura de baleia jubarte do planeta em raio de poucos minutos. Rio das Ostras, a 170 km da capital fluminense, na Costa do Sol do Rio de Janeiro, faz isso todos os anos. Com pouco mais de 156 mil habitantes, o município cresceu 48% em uma década, o segundo maior salto populacional do estado, e virou uma das cidades que mais atrai novos moradores e turistas na Região dos Lagos.
Quando acontece o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em 2026?
A resposta está confirmada no calendário oficial. Segundo o site oficial do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, a 22ª edição do evento acontece entre 4 e 7 de junho de 2026, no feriado prolongado de Corpus Christi. Realizado desde 2003, o festival tornou-se o principal cartão-postal cultural da Costa do Sol e recebe entre 100 mil e 130 mil pessoas por edição, incluindo público brasileiro e estrangeiro.
Segundo os organizadores, a programação reúne mais de 30 atrações nacionais e internacionais em 5 palcos espalhados pela cidade, totalmente gratuitos desde a primeira edição. O festival é considerado o maior de Jazz & Blues da América Latina e integra o grupo dos dez maiores do gênero no mundo. Em duas décadas, o evento acumulou mais de 600 shows, 1,2 milhão de espectadores e reportagens em publicações internacionais, incluindo uma matéria dedicada pela revista americana DownBeat, uma das principais referências de jazz no planeta, em abril de 2024.

Por que Rio das Ostras foi eleita Capital Estadual do Jazz & Blues?
A resposta está em uma decisão da Assembleia Legislativa fluminense. Em 2011, oito anos após a primeira edição do festival, o município recebeu por lei estadual o título de Capital Estadual do Jazz & Blues, formalizando o vínculo cultural que virou marca de identidade da cidade. A gênese do festival deu certo. Segundo relatos históricos do próprio evento, foi o produtor Stênio Mattos quem convenceu a Prefeitura, em 2003, a substituir os tradicionais shows de axé da temporada por uma programação inteiramente dedicada ao jazz e ao blues.
A primeira edição trouxe nomes como o guitarrista americano Stanley Jordan e o percussionista brasileiro Naná Vasconcelos, marcando o tom da curadoria que sobreviveu a duas décadas de programação. Em maio de 2026, o festival ganhou nova camada de proteção: uma lei municipal reconheceu o evento como Patrimônio Cultural e Imaterial de Rio das Ostras, formalizando o alcance cultural do que começou como uma alternativa de temporada.
O que ver nas 15 praias em 28 km de litoral?
A resposta está em uma orla diversificada. Segundo o portal oficial de Turismo do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o município distribui 15 praias em 28 km de litoral, com águas calmas em boa parte da extensão e perfis variados para famílias, surfistas, pescadores e casais.
- Praia de Costazul: uma das mais movimentadas do município, com 2,3 km de extensão, é praia oceânica frequentada por surfistas e amantes da pesca de caniço, com boa infraestrutura de calçadão e quiosques.
- Praia da Joana: opção mais tranquila e reservada, ideal para quem busca contato com a natureza e sossego longe das praias mais badaladas.
- Praia da Boca da Barra: próxima à antiga vila de pescadores que fundou a cidade, virou palco do festival de jazz a partir de 2022 e oferece um dos pores do sol mais fotografados do litoral fluminense.
- Píer de Costazul: mirante natural sobre a orla, permite observação da faixa completa de areia e da vida marinha em raio próximo, com pesca de caniço.
- Monumento dos Costões Rochosos: extensa faixa de rochas transformada em reserva ecológica, fica entre a Praça da Baleia e a Praia da Joana e integra o roteiro clássico da cidade.
Por que a Praça da Baleia guarda a maior homenagem a um cetáceo do mundo?
A resposta está em uma obra monumental. Localizada em Costazul, a Praça da Baleia abriga uma escultura de Baleia Jubarte com 20 metros de comprimento, considerada pela Secretaria Estadual de Turismo a maior homenagem a um cetáceo no mundo. A estrutura metálica é revestida por chapas de bronze e liga de latão, e foi assinada pelo artista brasileiro Roberto Sá.
O monumento tornou-se um dos pontos mais fotografados da Costa do Sol e serve como cartão-postal da cidade. A escolha da Baleia Jubarte também tem simbolismo local. Todos os anos, esses cetáceos migram pelo litoral fluminense em direção às áreas de reprodução mais ao norte da costa brasileira, e a praça funciona como um mirante privilegiado da paisagem oceânica que atrai turistas o ano inteiro.
O que faz Rio das Ostras ter sambaquis com 4 mil anos de história?
A resposta remonta ao período pré-colonial. A ocupação humana da região é comprovada por sítios arqueológicos conhecidos como sambaquis, mapeados em 1967 pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB). Os vestígios revelaram povos que viveram no litoral há cerca de 4 mil anos, muito antes da chegada dos primeiros europeus.
Antes de receber o nome atual, a região era chamada de Leripe pelos indígenas Tamoios e Goitacases, termo que significa Lugar de Ostra em tupi-guarani. No século XIX, a vila ficou conhecida como Baía Formosa e servia como rota de tropeiros e comerciantes. A antiga vila de pescadores só se transformou em polo urbano nas últimas décadas, impulsionada pela proximidade com a Bacia de Campos e pela indústria petrolífera, que financiou boa parte da modernização da orla, dos parques urbanos e do próprio festival de jazz.
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O que provar na gastronomia caiçara de Rio das Ostras?
A mesa combina raiz caiçara, herança pesqueira e uma cena contemporânea impulsionada pelo turismo. Restaurantes rústicos e quiosques à beira-mar convivem com propostas mais elaboradas no centro e nos bairros consolidados.
- Ostras frescas: retiradas na região e servidas cruas com limão em quiosques à beira-mar, o molusco que dá nome à cidade é uma das experiências mais buscadas pelos visitantes.
- Peixes frescos do dia: preparados em receitas simples que valorizam o sabor natural, com destaque para o robalo, o badejo e a garoupa, presenças certas nos restaurantes locais.
- Frutos do mar em geral: camarão, siri, mariscos e polvo aparecem em cardápios variados de restaurantes espalhados pela orla e pelo centro.
- Moquecas fluminenses: receitas com influência caiçara combinam peixes frescos, dendê, coco e pimentões em porções servidas em panelas de barro tradicionais.
- Gastronomia do festival: durante o Jazz & Blues, food trucks e barracas gastronômicas complementam a experiência com opções regionais e internacionais em ambiente ao ar livre.

Como é o clima e a melhor época para visitar Rio das Ostras?
O clima é tropical litorâneo, quente durante todo o ano, com quatro estações amenas. O período de junho a agosto concentra os dias mais secos e as temperaturas mais agradáveis, ideais para o Festival de Jazz & Blues e para explorar as trilhas e praias com menos turistas. O verão é a alta temporada, com sol, calor e maior movimento nas praias.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Rio das Ostras?
De carro, o acesso mais direto a partir do Rio de Janeiro é pela BR-101 em direção ao norte, com trajeto de cerca de 170 km e viagem média de duas horas e meia. A cidade fica próxima de Búzios, Cabo Frio, Macaé e Casimiro de Abreu, o que permite roteiros combinados na Região dos Lagos e na Costa do Sol.
Quem prefere avião pode desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) ou no Aeroporto Santos Dumont, ambos no Rio, com trecho final por rodovia. O Aeroporto de Macaé também opera voos regionais e fica a cerca de 30 minutos do centro da cidade. Ônibus regulares saem várias vezes ao dia da Rodoviária Novo Rio, e serviços de transfer privado atendem especialmente o período do Festival de Jazz & Blues.
A Capital Estadual do Jazz & Blues na Costa do Sol
Rio das Ostras reúne uma combinação difícil de encontrar em outro município brasileiro: o título de Capital Estadual do Jazz & Blues concedido por lei em 2011, o maior festival do gênero da América Latina realizado desde 2003 com público de até 130 mil pessoas por edição, quinze praias distribuídas em 28 km de litoral, a maior escultura de baleia jubarte do mundo em uma praça e sambaquis com 4 mil anos de história arqueológica. A antiga vila de pescadores que servia de rota a tropeiros no século XIX virou um dos endereços mais dinâmicos da Costa do Sol fluminense.
Você precisa conhecer Rio das Ostras e caminhar pela orla de Costazul ao amanhecer, assistir a um show de jazz gratuito na Praia da Boca da Barra em uma noite de junho e entender por que a cidade que dobrou de tamanho em duas décadas continua sendo um dos destinos mais completos do litoral fluminense.