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Ana Maria Braga sofre lesão na córnea por causa do ar-condicionado; veja cuidados e quando procurar médico

Após fissura na córnea por ar seco, apresentadora faz alerta: especialista explica os principais cuidados e os sinais de que algo está errado

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Ana Maria Braga, óculos, blusa marrom, sentada em estúdio, Louro José, estátuas, logo AO VIVO
Ana Maria Braga no cenário do Mais Você, alertando sobre os cuidados com os olhos e o uso de ar-condicionado. Foto: Reprodução/TV Globo

A apresentadora Ana Maria Braga, de 77 anos, relatou durante o programa “Mais Você” que sofreu uma fissura na córnea. O incidente ocorreu após ela dormir com o ar-condicionado quente ligado durante a noite, o que a fez acordar com o olho ressecado e sentindo muita dor.

“Não durmam no inverno com o ar-condicionado quente ligado sem ter dentro do quarto um bom umidificador. Senão fica que nem eu hoje. Dá uma fissura na córnea. Porque seca o olho”, alertou a apresentadora.

Situações de ressecamento intenso podem, de fato, causar pequenas lesões superficiais na córnea. Aparelhos como ar-condicionado e aquecedores diminuem a umidade do ambiente e aceleram a evaporação da lágrima, protegendo menos os olhos.

Durante o sono, o efeito é ainda maior em pessoas que não fecham completamente as pálpebras, uma condição conhecida como lagoftalmo noturno.

A córnea é uma estrutura rica em terminações nervosas, o que explica por que mesmo uma lesão pequena pode provocar dor intensa. Vermelhidão, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e visão embaçada são outros sintomas que merecem atenção.

Dificuldade para manter o olho aberto, sensibilidade excessiva à luz ou uma redução súbita da visão devem ser avaliadas com urgência por um especialista.

Embora a córnea tenha grande capacidade de regeneração, com melhora em 24 a 48 horas para abrasões pequenas, uma lesão não deve ser banalizada. Quando o epitélio se rompe, a superfície ocular fica mais vulnerável a inflamações, infecções, úlceras e até cicatrizes que podem comprometer a visão.

Outro risco é a erosão recorrente da córnea, quando a pessoa volta a sentir dor intensa ao abrir os olhos semanas ou meses após um episódio inicial. Olho seco e traumas prévios são fatores associados.

Cuidados e prevenção

O uso de umidificadores ajuda a manter a umidade do ar, especialmente em ambientes muito secos. Para quem já apresenta sintomas de ressecamento, colírios lubrificantes, conhecidos como lágrimas artificiais, podem ser indicados.

Em casos de sintomas noturnos, um oftalmologista pode sugerir géis ou pomadas lubrificantes para aplicar antes de dormir.

Idosos, usuários de lentes de contato e pessoas com condições como olho seco e blefarite são mais suscetíveis ao problema. Quem não fecha completamente as pálpebras ao dormir também corre mais risco.

Quando procurar um oftalmologista?

Dor ocular intensa, vermelhidão, lacrimejamento importante, fotofobia, sensação persistente de corpo estranho ou alteração da visão são sinais que justificam uma avaliação oftalmológica.