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Aos 18 anos, jovem surda ouve pela primeira vez após implante coclear e momento emociona
Aos 18 anos, Ryany relata a emoção de descobrir os sons e ouvir a própria voz após procedimento que marcou sua vida; entenda sua jornada
A maquiadora Ryany, aos 18 anos, experimenta uma profunda mudança em sua rotina após passar por uma cirurgia de implante coclear. O procedimento, realizado em Governador Valadares, Minas Gerais, permitiu que a jovem começasse a perceber o mundo de uma forma completamente nova.
A ativação do dispositivo ocorreu cinco dias depois da operação. Neste momento, Ryany pôde ouvir sons que antes eram inacessíveis. Ela descreveu a experiência como o ponto alto de sua trajetória até o momento.
“A expectativa foi tão grande que eu não esperava, então foi a melhor coisa da minha vida toda. Meus 18 anos serão marcados pelo meu implante”, afirmou a jovem, que relatou ter se sentido extremamente feliz e sem reação.
Confira o vídeo
Emoção na descoberta dos primeiros sons
Embora tenha nascido surda, o diagnóstico de surdez bilateral severa só foi confirmado quando Ryany tinha 3 anos. Desde então, sua vida foi marcada por acompanhamento médico e pelo uso de tecnologia assistiva para atenuar a perda auditiva.
Durante a infância e a adolescência, a jovem utilizou mais de cinco modelos diferentes de aparelhos auditivos e passou por longos períodos de fonoaudiologia. O processo contou com o suporte de sua família, mas, com o tempo, a audição tornou-se mais difícil, motivando a busca pelo implante.
Processo de adaptação e rotina com o implante
Atualmente, a maquiadora encara a fase de treinamento e adaptação, uma etapa essencial para que o cérebro aprenda a interpretar os novos estímulos captados pelo aparelho. Ela define esse período como a concretização de um sonho que levou anos para ser alcançado.
Um dos aspectos mais marcantes dessa nova fase é a possibilidade de Ryany ouvir a própria voz. Mesmo no início do acompanhamento profissional pós-cirúrgico, ela já percebe ruídos e sons do cotidiano de maneira distinta, consolidando o implante como um marco em sua autonomia.