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Aos 62 anos, atriz rompe barreiras com seu primeiro curta sensual para maiores de 18 anos e faz alerta sobre o etarismo na indústria cultural

trabalho busca provocar debate sobre o desejo feminino; artista questiona por que a sexualidade madura ainda é tratada como um problema social

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Rosto da atriz Marisa Orth sorrindo levemente, com covinhas e cabelo castanho ondulado
Marisa Orth, aos 62 anos, estreia em curta-metragem sensual e debate a sexualidade da mulher madura

Marisa Orth, aos 62 anos, estreia seu primeiro curta-metragem sensual nesta quarta-feira (30), às 20h. Protagonista de um filme da plataforma Amasso, a atriz encara uma produção para maiores de 18 anos e aproveita o trabalho para discutir os tabus sobre a sexualidade feminina na maturidade.

Em entrevista à Quem, Marisa defende que o desejo da mulher madura ainda é um tabu e critica a moralização em torno da sexualidade. “Acho que existe, sim, um tabu. Acho que é uma contribuição pra minha colocação em relação ao antietarismo. Porque a sexualidade da mulher é uma dor. ‘Existe ou não existe?’ Pelo amor de Deus, não é alguma coisa a ser discutida”, afirma.

Para a atriz, o curta dirigido por Gringo Cardia e Bárbara Paz foi uma oportunidade de abordar o tema de forma direta. Gringo também foi responsável pela direção artística do ensaio da atriz para a “Playboy” em 1997. No filme de cerca de 10 minutos, ela contracena com o ator Vitor Gadelha, de 38 anos.

“Eu resolvi desenhar. Eu achei uma oportunidade boa pra se falar que a sexualidade da mulher madura existe”, reflete Marisa. Ela também questiona a forma como o assunto é tratado socialmente e rejeita a tentativa de tornar a sexualidade algo moralmente condenável.

“Eu não gosto dessa moralização pra onde a gente tá caminhando, porque eu sinto uma hipocrisia muito grande”, confessa. “Acho que isso não é o caminho da luz. [O caminho da luz é] que é que a gente se aceite, se assuma, que seja tudo bonito e tudo legal, tudo dentro da normalidade.”

A atriz já está preparada para as reações negativas nas redes sociais pelo conteúdo. “Provavelmente vai incomodar. Vai ter hater, mas tem hater pra tudo, gente. Sei lá, você canta ‘Parabéns a Você’ na internet, a pessoa escreve: ‘Você falou a letra errada de ‘Parabéns a Você’. Sei lá! Hater tem pra tudo”, diz.