Caramujos no quintal após a chuva: são perigosos para a saúde? - Super Rádio Tupi
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Caramujos no quintal após a chuva: são perigosos para a saúde?

O aparecimento desses animais é comum em dias úmidos, mas é preciso atenção; entenda quais doenças eles podem transmitir e os cuidados necessários

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Caramujo-gigante-africano com casca marrom espiralada e corpo escuro rastejando sobre madeira.
Caramujo-gigante-africano, comum em quintais e jardins, exige atenção mesmo com baixo risco de transmissão de doenças. Foto: Divulgação

O cenário é familiar para muitos: depois de um dia chuvoso, o quintal e o jardim ficam repletos de caramujos e lesmas. Embora a presença desses moluscos exija atenção, especialmente do caramujo-gigante-africano, uma espécie invasora comum no Brasil, o risco de transmissão de doenças por eles é considerado baixo no país. Ainda assim, é importante conhecer os cuidados necessários, pois eles podem ser hospedeiros de vermes potencialmente perigosos.

Esses animais podem carregar parasitas que causam doenças como a angiostrongilíase, que se manifesta nas formas abdominal e meningoencefálica (meningite eosinofílica). A contaminação em humanos ocorre pela ingestão do caramujo cru ou mal cozido, ou pelo consumo de alimentos que tiveram contato com o muco do animal e não foram bem higienizados.

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No entanto, é fundamental contextualizar o risco. Segundo autoridades sanitárias e estudos, não há registros no Brasil de casos de meningite eosinofílica transmitidos pelo caramujo-gigante-africano. Embora a doença exista no país, ela está associada a outras espécies. Pesquisas também indicam que o caramujo africano não é um bom hospedeiro para os parasitas, o que torna a transmissão por essa espécie muito rara.

Apesar do baixo risco de transmissão da angiostrongilíase por essa espécie no Brasil, a doença em si é grave. A forma meningoencefálica provoca sintomas como dor de cabeça forte, rigidez na nuca, febre e vômitos. Já a forma abdominal causa dores, febre e pode levar a perfurações intestinais. Cães e gatos também correm perigo, pois podem ingerir os caramujos por curiosidade e desenvolver quadros graves da doença.

O que fazer ao encontrar caramujos no quintal

Ao se deparar com uma infestação, a primeira regra é nunca tocar nos caramujos com as mãos desprotegidas. O contato direto com o animal ou seu muco pode transmitir bactérias, além do risco de levar a mão contaminada à boca. A maneira correta de manuseá-los é sempre com luvas grossas ou sacos plásticos.

A melhor forma de controle é a prevenção. Mantenha o quintal limpo, sem entulhos, folhas acumuladas, telhas ou tijolos, pois esses locais úmidos e sombreados servem de abrigo e facilitam a proliferação dos moluscos.

Para eliminar os animais de forma segura, siga estas orientações:

  • Coleta segura: use luvas ou um saco plástico para recolher os caramujos. Coloque-os em um balde ou recipiente resistente.
  • Eliminação correta: o método mais recomendado por órgãos de saúde é mergulhar os caramujos coletados em uma solução de água sanitária (uma parte de água sanitária para três partes de água) por 24 horas. Após esse período, quebre as conchas para evitar que acumulem água e se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti, coloque os restos em dois sacos plásticos e descarte no lixo comum. Como alternativa, pode-se esmagar os animais e enterrá-los em uma cova funda, cobrindo com cal virgem antes de fechar com terra.
  • Evite o sal: jogar sal diretamente nos caramujos não é eficaz para matar os ovos e ainda contamina o solo, prejudicando plantas e o meio ambiente.
  • Higiene é fundamental: lave bem as mãos após qualquer atividade de jardinagem. Higienize todas as frutas, verduras e legumes colhidos da horta em água corrente e deixe-os de molho em uma solução de hipoclorito de sódio.
  • Atenção com crianças e pets: oriente as crianças a não brincarem com os caramujos e monitore os animais de estimação para que não comam os moluscos.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.