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Casal instala painel solar de R$ 32 mil financiado para reduzir a conta de luz, no terceiro mês a distribuidora muda a regra de compensação e a economia prometida pela empresa cai pela metade

Casal instala painel solar de R$ 32 mil e economia prometida cai pela metade após distribuidora mudar regra de compensação: Lei 14.300 define quem tem direito adquirido

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Casal instala painel solar de R$ 32 mil financiado para reduzir a conta de luz, no terceiro mês a distribuidora muda a regra de compensação e a economia prometida pela empresa cai pela metade
Energia solar pode gerar economia menor após as mudanças previstas na Lei 14.300

☀️ Financiou R$ 32 mil em painel solar e a economia caiu pela metade?

Um casal instalou energia solar para reduzir a conta de luz. No terceiro mês, a distribuidora mudou a regra de compensação e a economia prometida desapareceu. A Lei 14.300 explica o que aconteceu. ⬇️

Felipe e Amanda financiaram um sistema de energia solar fotovoltaica por R$ 32 mil, com parcelas que cabiam no orçamento justamente porque a economia na conta de luz cobriria boa parte do valor. Nos dois primeiros meses, a conta caiu como esperado. No terceiro, veio o susto: a distribuidora passou a cobrar uma taxa sobre a energia injetada na rede, e a economia prometida pela empresa instaladora caiu pela metade.

O que é a “taxação do sol” prevista na Lei 14.300?

A Lei 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, estabelece que consumidores com energia solar passarão a pagar gradualmente pelo uso da infraestrutura da distribuidora. Essa cobrança incide sobre a parcela chamada TUSD Fio B, que remunera a rede de distribuição. Antes da lei, essa taxa era totalmente compensada pelos créditos de energia solar.

A cobrança começou em 2023, com 15% do valor da TUSD Fio B, e aumenta progressivamente até atingir 100% em 2029. Isso significa que, a cada ano, a economia do sistema solar diminui um pouco em relação ao cenário anterior à lei.

Lei 14.300 mudou a compensação da energia solar e afetou parte dos consumidores

Quem tem direito de manter as regras antigas de compensação?

A lei protege quem se antecipou. Consumidores que instalaram o sistema antes de 6 de janeiro de 2022 ou que protocolaram o pedido de acesso na distribuidora até 6 de janeiro de 2023 mantêm o direito à compensação integral, sem cobrança de Fio B, até 31 de dezembro de 2045.

Felipe e Amanda instalaram o painel após esses prazos. Por isso, entraram no regime de transição com cobrança gradual. O problema é que a empresa vendedora não informou essa mudança ao projetar a economia. A diferença entre o que foi prometido e o que a lei permite é o cerne do conflito.

Transição da cobrança pelo uso da rede (Lei 14.300)

🛡️

Direito adquirido (até jan/2023)

Quem instalou ou protocolou pedido até 06/01/2023 mantém compensação integral sem cobrança de Fio B até 31/12/2045.

📈

Regime de transição (após jan/2023)

Cobrança gradual da TUSD Fio B: 15% em 2023, aumentando progressivamente até 100% em 2029. A economia diminui a cada ano.

💡

Créditos de energia

A energia excedente injetada na rede gera créditos válidos por 60 meses. Podem ser usados em outras unidades do mesmo titular, na mesma área de concessão.

Fonte: Lei 14.300/2022, Marco Legal da Geração Distribuída

A empresa vendedora pode ser responsabilizada pela promessa de economia?

Pode. O CDC protege o consumidor contra publicidade enganosa ou promessas não cumpridas. Se a empresa projetou uma economia de R$ 500 mensais e entregou R$ 250, a diferença entre o prometido e o real configura falha na prestação do serviço.

  • Guardar toda a documentação: proposta comercial, simulação de economia, contrato de instalação e as faturas de energia antes e depois da instalação.
  • Notificar a empresa por escrito, exigindo esclarecimento sobre a divergência entre a economia projetada e a efetiva.
  • Registrar reclamação no Procon e na plataforma consumidor.gov.br.
  • Se necessário, acionar o Juizado Especial pedindo revisão do contrato, abatimento no valor financiado ou indenização por danos materiais.
Conta de luz pode subir mesmo com painel solar por causa das novas regras da compensação

Energia solar ainda vale a pena com as novas regras?

Na maioria dos casos, sim. Mesmo com a cobrança gradual da TUSD Fio B, o sistema fotovoltaico continua gerando economia significativa. O retorno do investimento ficou mais longo, passando de 4 a 5 anos para 5 a 7 anos em média, mas ainda compensa ao longo da vida útil do equipamento, que supera 25 anos.

Se você está pensando em instalar energia solar, exija que a empresa apresente a simulação de economia já considerando as regras da Lei 14.300. Promessa de economia calculada pelas regras antigas é propaganda que não reflete a realidade.