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Cobrador encontra R$ 15,5 bilhões na conta bancária por engano, avisa o banco, mas acaba com o cartão bloqueado e precisa recorrer à Justiça
Após receber fortuna por engano da Caixa, Jairo devolveu tudo; mesmo com o ato de honestidade, enfrentou transtornos e recorreu à Justiça
Em abril de 2019, o cobrador de ônibus Jairo Xavier Evangelista encontrou R$ 15,5 bilhões em sua conta bancária. Morador de Valparaíso de Goiás, ele teve a quantia creditada por engano pela Caixa Econômica Federal.
Segundo o UOL, o próprio cliente procurou o banco para comunicar que a fortuna não lhe pertencia e autorizar a correção da operação. O dinheiro foi devolvido, mas o episódio gerou transtornos para Jairo.
Enquanto a Caixa Econômica Federal solucionava o erro, o cartão do cobrador foi bloqueado. Ele ficou dois dias sem conseguir movimentar o próprio dinheiro. Anos depois, o caso chegou à Justiça Federal.
Jairo pediu uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Uma sentença de 2022, no entanto, fixou a reparação em apenas R$ 1 mil. Ele recorreu e, até uma reportagem de 2023, ainda não havia recebido o valor.
Bloqueio motivou ação judicial
O depósito bilionário apareceu na conta em um sábado. De acordo com reportagens do UOL e do R7, Jairo percebeu o erro e entrou em contato com a instituição financeira imediatamente.
Uma atendente confirmou que a operação foi equivocada e informou que o estorno ocorreria no próximo dia útil. O problema surgiu porque, durante o processo, a Caixa adotou medidas de segurança que impediram Jairo de usar seus serviços bancários.
O cobrador relatou que não foi informado adequadamente sobre as consequências para seu cartão. Ele só descobriu o bloqueio quando tentou abastecer o carro e teve o pagamento recusado.
Mesmo com R$ 15,5 bilhões na conta, ele não conseguia utilizar os recursos que realmente lhe pertenciam. Sua defesa alegou no processo que o bloqueio causou transtornos, como a impossibilidade de sacar dinheiro e realizar compras.
Justiça reconheceu falha do banco
O R7 informou que Jairo precisou se deslocar por cerca de 40 quilômetros, de sua casa em Valparaíso de Goiás até uma agência em Taguatinga, no Distrito Federal, para resolver a situação.
Após o episódio, em 2020, ele decidiu processar o banco. A ação foi analisada pela Justiça Federal em Luziânia, Goiás. O juiz Leonardo Tocchetto Pauperio reconheceu a falha na prestação do serviço por parte da instituição financeira.
A decisão, porém, estabeleceu uma indenização muito menor que a solicitada. O cobrador não aceitou o valor e apresentou um recurso para reavaliar o caso.