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Como proteger a memória ao envelhecer com atitudes simples que estimulam mente e convivência
A memória também precisa de rotina ativa
Com o passar dos anos, é comum sentir medo diante de pequenos esquecimentos. Um nome que demora a vir, uma chave fora do lugar ou uma leitura que exige mais concentração não significam, necessariamente, algo grave. Ainda assim, alguns hábitos para proteger a memória podem ajudar o cérebro a se manter mais ativo, estimulado e conectado à rotina.
Quais hábitos ajudam a proteger a memória com o tempo?
O primeiro passo é entender que a perda de memória não depende de um único fator. Sono, alimentação, doenças crônicas, movimento, emoções e estímulos mentais fazem parte do mesmo conjunto.
Por isso, a proteção não vem de uma fórmula milagrosa. Ela aparece em escolhas repetidas, como ler, aprender algo novo, conversar com pessoas, resolver problemas e manter uma rotina que ofereça pequenos desafios ao cérebro.

Por que atividades mentais fazem diferença?
As atividades mentais ajudam porque tiram o cérebro do piloto automático. Quando você aprende, planeja, joga, escreve, lê ou tenta entender uma informação nova, várias áreas cerebrais precisam trabalhar juntas.
Algumas práticas simples podem entrar no dia a dia sem transformar a rotina em obrigação:
- Ler livros, notícias longas ou textos que exigem atenção.
- Aprender uma habilidade nova, como música, idioma, artesanato ou culinária.
- Usar o computador ou o celular para pesquisar, estudar e se comunicar.
- Jogar jogos de estratégia, memória, cartas, tabuleiro ou palavras.
- Escrever listas, relatos, lembranças ou pequenos planos da semana.
Como o convívio social ajuda o cérebro?
O convívio social também é uma forma de exercício mental. Durante uma conversa, você escuta, interpreta emoções, relembra informações, responde, muda de assunto e se adapta ao ritmo do outro.
Esquecimentos sempre indicam demência?
Não. A memória na terceira idade pode mudar sem que isso signifique demência. Às vezes, a pessoa continua independente, mas percebe que precisa de mais tempo para lembrar, organizar ideias ou manter a concentração.
O sinal de alerta aparece quando os esquecimentos ficam frequentes, pioram com o tempo ou atrapalham tarefas comuns. Nesses casos, não vale tentar adivinhar sozinho. O melhor é buscar avaliação profissional.
O Dr. Drauzio Varella explica, em seu canal do YouTube, como alguns hábitos podem ser poderosos para manter a memória sempre afiada:
Quando começar a cuidar da saúde do cérebro?
O ideal é não esperar a velhice. A saúde do cérebro se beneficia de estímulos desde a vida adulta, mas também pode receber novos cuidados em fases mais avançadas.
Mesmo assim, nenhum hábito elimina todos os riscos de declínio cognitivo. O mais sensato é combinar mente ativa, vida social, sono adequado, movimento, alimentação equilibrada e acompanhamento médico quando houver sintomas persistentes.