Entretenimento
Ela fez 50 pares e vendeu em apenas 6 horas! Ideia genial com reciclagem para fazer e vender
Artesã Djanilda Ferreira mostra no YouTube um projeto com material reaproveitado, e o MEI aparece como caminho para quem quer transformar sobra em renda
Uma ideia simples de reciclagem chamou a atenção de quem procura renda extra sem sair de casa. A artesã Djanilda Ferreira, que ensina trabalhos manuais no YouTube, publicou um vídeo sobre o projeto. Nele, conta que fez 50 pares com material reaproveitado e vendeu tudo em seis horas. O relato anima quem guarda sobras em casa, da Zona Norte à Baixada Fluminense.
O que a artesã Djanilda Ferreira mostra no vídeo dos 50 pares?
O vídeo apresenta uma ideia de reciclagem pensada para fazer e vender, como diz o próprio título da gravação. Djanilda afirma ter produzido 50 pares e vendido toda a leva em apenas seis horas, resultado que virou o chamariz do conteúdo.
O canal da artesã reúne tutoriais de artesanato com fuxico, retalhos de tecido, papelão e tampinhas de garrafa. A proposta se repete: aproveitar o que iria para o lixo e criar peças baratas, com acabamento caprichado e boa saída.
Quem quiser conhecer a ideia pode assistir ao vídeo original, publicado no canal da própria Djanilda. É nele que ela apresenta o projeto e o resultado das vendas que dá nome à gravação.
Como a reciclagem vira artesanato pronto para vender no bairro?
A reciclagem vira produto quando a sobra ganha técnica, cuidado e função. Para o Programa do Artesanato Brasileiro, artesanato é transformar matéria-prima, natural ou manufaturada, com técnica que expresse criatividade, identidade cultural, habilidade e qualidade.

Peças vendidas em pares, como um chinelo decorado ou uma pantufa de tecido, exigem padrão, porque o cliente compara um pé com o outro. Antes de produzir em quantidade, alguns cuidados evitam prejuízo.
- Material em bom estado: retalhos, fitas e sobras precisam estar limpos, secos e sem rasgos.
- Custo anotado: some material, cola, linha e horas de trabalho antes de definir o preço.
- Par de teste: faça uma amostra, use por alguns dias e veja se o acabamento resiste.
- Encomenda antes do estoque: mostre a peça a vizinhos e colegas antes de fazer dezenas.
Reaproveitar o que já existe em casa também funciona com os móveis. A matéria a seguir explica como renovar peças antigas sem gastar com marceneiro.
Quando a renda extra com chinelo customizado pede formalização?
A formalização passa a valer a pena quando a renda extra deixa de ser eventual e vira rotina. Para quem trabalha sozinho, o caminho mais comum é o Microempreendedor Individual (MEI), porta de entrada do empreendedorismo no país.

De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o teto atual do MEI é de R$ 81 mil por ano. Uma proposta em tramitação no Congresso prevê elevar esse limite a partir de 2027, mas ainda depende de aprovação.
Quem vive de artesanato, seja com chinelo, bolsa ou boneca de pano, também pode pedir a Carteira Nacional do Artesão. O quadro compara os dois caminhos com base nas páginas oficiais do governo federal.
| Critério | MEI | Carteira do Artesão |
|---|---|---|
| Quem pode | Quem fatura até R$ 81 mil por ano, sem sócio e com no máximo um empregado | Quem tem 16 anos ou mais e mora no estado onde pede o registro |
| Como pedir | Registro gratuito no Portal do Empreendedor, com conta gov.br prata ou ouro | Cadastro no Sicab, o sistema federal do artesanato |
| O que oferece | CNPJ, nota fiscal e cobertura do INSS com o DAS em dia | Feiras, cursos, acesso a microcrédito e nota fiscal avulsa eletrônica |
Os dados do MEI estão nas perguntas frequentes do Portal do Empreendedor, e os da carteira, na página do Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. Incentivos fiscais da carteira valem só em alguns estados, então confirme as regras com a coordenação de artesanato do seu estado.
Dá para vender artesanato reciclado sem investir muito?
Dá, desde que o planejamento venha antes da produção em série. O relato de Djanilda mostra o potencial de uma boa ideia de reciclagem, mas cada bairro tem seu público, seu preço e seu ritmo de compra.
Comece com as sobras que já estão em casa, teste um par e ouça quem compra antes de aumentar a leva. Se a renda crescer, o registro como MEI é gratuito e feito pela internet. Separe os retalhos neste fim de semana e mostre sua primeira peça para quem está por perto.
Enquanto organiza o cantinho do artesanato, vale dar uma olhada na cozinha também. A dica a seguir ajuda a deixar a rotina da casa mais prática.