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Em 1977, um príncipe saudita ordenou que um bloco de gelo fosse transportado por helicóptero, avião e caminhão refrigerado para testar se seria possível transportar icebergs para o deserto
Príncipe saudita gastou milhares de dólares em 1977 para levar um pedaço de iceberg até o meio dos Estados Unidos
🧊 O cubo de gelo mais caro da história
Um príncipe saudita gastou milhares de dólares para provar que icebergs podiam virar água potável no deserto. Veja como terminou essa aposta bizarra de 1977. ⬇️
Em plena Guerra Fria, um plano digno de ficção científica ganhou forma na Arábia Saudita. O príncipe Mohammed Al-Faisal, ligado ao programa de dessalinização do país, apostou que icebergs poderiam resolver a escassez de água doce em regiões desérticas, e decidiu provar isso transportando um bloco de gelo até Iowa, estado sem litoral no centro dos Estados Unidos.
Qual era o plano por trás do transporte do iceberg?
Al-Faisal sonhava em rebocar icebergs inteiros da Antártida até a costa saudita, algo como um bloco de 100 milhões de toneladas amarrado ao litoral do país. A ideia era usar esse gelo como fonte de água potável em uma região historicamente árida.

Como o bloco de gelo foi transportado até o deserto americano?
Para testar a viabilidade da ideia perante especialistas internacionais, a equipe organizou um transporte logístico complexo com um pedaço de gelo de pouco mais de uma tonelada.
- O bloco media 1,8 por 1,5 por 1,2 metros, pesando cerca de 1.133 kg.
- A viagem envolveu helicóptero, avião e caminhão refrigerado.
- Isolamento térmico e gelo seco ajudaram a retardar o derretimento no trajeto.
- O custo final ficou entre 7.500 e 8.500 dólares, bem acima do orçamento inicial de 3.000 dólares.
Depois de toda essa operação, o gelo enfim chegou ao seu destino final: uma conferência internacional dedicada a discutir a viabilidade científica de aproveitar icebergs como fonte de água potável em larga escala.
O projeto de trazer icebergs chegou a sair do papel?
Não. Apesar da repercussão internacional, o plano de Al-Faisal nunca avançou para uma operação real. Os custos gigantescos e as dificuldades técnicas de transportar massas de gelo sem perdas enormes tornaram a ideia inviável na prática.

Por que a escassez de água ainda motiva ideias tão extremas?
Países desérticos convivem há décadas com o desafio de garantir água potável para a população. Antes da consolidação de tecnologias modernas de dessalinização, propostas exóticas como essa circulavam como alternativas possíveis, mesmo que pouco realistas.
O que restou desse episódio curioso da história?
O caso virou uma das histórias mais lembradas sobre soluções improváveis para crises hídricas, citada até hoje em debates sobre engenharia e recursos naturais. A Arábia Saudita, aliás, seguiu caminho bem diferente depois, investindo pesado em usinas de dessalinização.
Histórias assim mostram até onde a criatividade, e o dinheiro, podem levar diante de um problema real. Você acha que valeu a pena gastar tudo isso só para testar uma ideia? Deixa sua opinião nos comentários.