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Empresário que pediu computador a Silvio Santos aos 9 anos hoje comanda negócio de R$ 50 milhões
Após não ser atendido na TV, empresário ergueu rede de robótica com 80 escolas e fatura R$ 50 milhões fornecendo tecnologia na América Latina
Aos nove anos, Rafael Oliveira escreveu uma carta ao programa “Porta da Esperança” pedindo um computador. Três décadas após não receber o pedido na televisão, o empresário lidera o Grupo MKR e comanda a operação latino-americana da My Robot, rede de educação tecnológica que fatura cerca de 50 milhões de reais ao ano.
Sem o presente na infância em Leme, no interior paulista, ele realizou pequenos serviços até comprar o equipamento aos 12 anos. Aos 18, abriu uma empresa de manutenção com apoio do pai lavrador e atendia clientes em um Fusca amarelo. A transição para o ensino ocorreu anos depois, até conhecer a franquia em 2017 durante viagem à Coreia do Sul.
Modelo de negócios e faturamento
A marca adaptou o modelo sul-coreano de salas de aula para shopping centers, buscando segurança e maior fluxo de clientes. Atende alunos a partir de quatro anos e adultos, com cerca de 20 cursos, incluindo robótica, programação, inteligência artificial, impressão 3D, inglês e empreendedorismo.
A receita vem de mensalidades, entretenimento e venda de kits que custam entre R$ 89 e R$ 2 mil. As compras governamentais, porém, representam metade do faturamento da holding. O grupo fornece equipamentos a prefeituras, estados e à União, importando máquinas diretamente da Ásia para disputar licitações.
A venda de peças também ajuda a compensar a queda sazonal de movimento no fim do ano. A holding atua ainda no agronegócio, com o desenvolvimento de máquinas autônomas para controle de ervas daninhas.
Com 80 escolas no Brasil, Chile e Paraguai, a franquia negociou 22 novas unidades para 2026, oito delas previstas até fevereiro de 2027. A empresa também negocia entrada na Colômbia e estuda expandir para o Peru.
Para enfrentar os juros altos e a concorrência de outros cursos e atividades, a franqueadora busca garantir pelo menos 30 alunos antes da abertura de cada unidade. A projeção é de margem de rentabilidade de 30% para escolas com 100 matriculados, que também podem funcionar dentro de colégios privados.
Em 2026, a rede organizou a Liga Brasileira de Robótica no Zoológico de São Paulo. O evento reuniu 1.100 crianças e classificou 35 estudantes para competições na Ásia.