Entretenimento
Esta cidade combina 42 praias, 670 startups e a menor taxa de pobreza do Brasil, tornando-se destaque em qualidade de vida
Uma das cidades mais bem avaliadas para viver no Brasil também abriga 42 praias e centenas de startups.
Morar em Florianópolis significa viver em uma ilha de 674 km² que reúne a maior densidade de startups do Brasil. A capital de Santa Catarina também ocupa a 4ª posição entre as capitais brasileiras em qualidade de vida, de acordo com o IPS Brasil 2024.
O que leva tantos brasileiros a escolher a ilha como novo lar?
Os indicadores ajudam a explicar essa procura. Florianópolis apresenta o maior IDHM entre as regiões metropolitanas brasileiras e tem a menor proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza entre as capitais, com 8,5% da população nessa condição, conforme a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esses números também se refletem na rotina. A capital combina unidades básicas de saúde distribuídas pelos bairros, hospitais de referência e oportunidades para aproveitar o ambiente ao ar livre. Para muitos recém-chegados, não demora até que passeios pela praia, caminhadas em trilhas ou trajetos de bicicleta se tornem parte da semana.

Como funciona o cotidiano na chamada Ilha do Silício?
Em setembro de 2024, Florianópolis recebeu oficialmente o título de Capital Nacional das Startups, por meio da Lei 14.955/2024. A cidade e sua região metropolitana reúnem mais de 670 startups e aproximadamente 6,1 mil empresas de tecnologia.
A concentração de startups por habitante chega a ser dez vezes superior à de São Paulo, segundo dados da Associação Brasileira de Startups citados pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). Como os salários do setor costumam superar a média municipal, áreas como o Sapiens Parque e os arredores do Parque Tecnológico ParqTec Alfa ganharam relevância na dinâmica econômica e profissional da capital.
O vídeo foi publicado pelo canal Melhores Cidades para Morar, que possui 20,6 mil inscritos e vem ampliando sua presença entre os conteúdos voltados a quem pesquisa novos lugares para viver. Com mais de 4,5 mil visualizações, o material apresenta uma análise das vantagens e dos desafios de morar na capital catarinense.
Morar na ilha ou no continente significa ter rotinas diferentes
Florianópolis está entre as poucas capitais brasileiras que ocupam áreas insulares e continentais, ligadas por três pontes. Essa configuração influencia os deslocamentos e o estilo de vida: a parte insular concentra praias, bairros valorizados e condomínios recentes, enquanto o continente oferece uma malha urbana mais densa e acesso conveniente a diferentes áreas de trabalho.
Na região norte da ilha, Jurerê Internacional, Canasvieiras e Ingleses se destacam pela expansão de edifícios residenciais. No sul, localidades como Ribeirão da Ilha e Pântano do Sul preservam costumes manezinhos, incluindo engenhos de farinha que continuam em atividade. Já a região central e a Trindade têm um cotidiano marcado pela presença da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Quais passeios cabem nos fins de semana sem deixar a cidade?
Com mais de 40 praias, trilhas sinalizadas e atividades culturais durante o ano inteiro, Florianópolis oferece alternativas de lazer além dos meses de verão. Dependendo do bairro e das condições do trânsito, muitas atrações ficam a menos de meia hora de casa.
- Lagoa da Conceição: um dos pontos mais conhecidos pelos moradores, com stand-up paddle, bares próximos à água e pôr do sol na ponte da Avenida das Rendeiras.
- Projeto Tamar na Barra da Lagoa: uma opção de passeio educativo, especialmente interessante para famílias com crianças.
- Trilha da Lagoinha do Leste: percurso de aproximadamente uma hora que leva a uma das praias mais preservadas do litoral brasileiro.
- Mercado Público: espaço para encontrar produtos locais, aproveitar rodas de samba e almoçar no centro histórico.
- Ribeirão da Ilha: destino gastronômico conhecido pelas ostras frescas e pela arquitetura de influência açoriana.
A gastronomia manezinha transforma a comida em parte da experiência
Em 2 de dezembro de 2014, Florianópolis tornou-se a primeira cidade brasileira reconhecida como Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia. A culinária regional reúne influências açorianas, indígenas e de diferentes comunidades de imigrantes europeus.
- Ostras do Ribeirão: Florianópolis responde por 92% da produção nacional de ostras, cultivadas em fazendas marinhas localizadas no sul da ilha.
- Tainha assada na folha de bananeira: prato ligado à pesca tradicional da tainha, atividade que movimenta as praias entre maio e julho.
- Pastel de berbigão: preparado com um molusco nativo da região, é encontrado em quiosques e restaurantes tradicionais.
- Sequência de camarão da Lagoa: refeição composta por sete preparações diferentes com o mesmo ingrediente, bastante conhecida nos estabelecimentos próximos à Lagoa da Conceição.

O clima ajuda ou atrapalha o dia a dia?
O clima subtropical úmido dá às quatro estações um desenho claro, com verões quentes e invernos amenos. As chuvas se concentram entre janeiro e março, e o inverno é a época mais seca.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar e se deslocar pela capital de Santa Catarina?
O Aeroporto Internacional Hercílio Luz recebe voos diretos de importantes capitais brasileiras e de cidades da América do Sul. Para quem viaja de carro ou ônibus, a BR-101 conecta a região a destinos como Curitiba e Porto Alegre.
No dia a dia, os moradores precisam considerar o trânsito nas pontes, especialmente durante a temporada de verão. Por isso, muitas pessoas priorizam imóveis próximos ao trabalho ou adotam o home office, uma modalidade frequente entre os profissionais do setor tecnológico.
A vida em uma ilha que combina tecnologia e tradição
Florianópolis permite trabalhar em uma empresa global durante o dia e terminar a noite diante do mar. Apesar do crescimento acelerado, a capital mantém costumes açorianos, tradições ligadas à pesca e comunidades que preservam um ritmo de vida diferente daquele encontrado nos grandes centros.
Para compreender como uma capital brasileira pode reunir um polo tecnológico e comunidades tradicionais de pescadores, é preciso olhar de perto para Florianópolis. A combinação de oportunidades profissionais, paisagens naturais e herança cultural ajuda a explicar por que a cidade continua atraindo pessoas interessadas em viver de outra maneira.