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Ex-Record, Adriana Araújo condena entrevista com agressor de Maria da Penha
A jornalista afirmou que dar voz ao agressor banaliza a violência e representa nova forma de ataque à vítima
Adriana Araújo, que trabalhou por 15 anos na Record, fez duras críticas à emissora após a exibição de uma entrevista com Marco Antônio Heredia Viveros, ex-marido de Maria da Penha e condenado por tentar assassiná-la.
No Jornal da Band de segunda-feira (10), a jornalista afirmou que dar espaço ao agressor representa uma nova forma de violência contra a vítima e questionou o interesse jornalístico da reportagem do Domingo Espetacular.
Segundo Adriana, conceder voz ao condenado banaliza a dor de Maria da Penha, cuja luta resultou na criação da lei que protege mulheres contra a violência doméstica. “Quem tenta matar quer a morte, é um assassino potencial. Qual é o verdadeiro interesse jornalístico em dar voz a um sujeito desse perfil?”, declarou.
A repercussão foi imediata: no domingo (09), Marco Heredia foi preso em Natal (RN) por descumprir medidas protetivas que o proibiam de expor o nome e a imagem de Maria da Penha e de suas filhas. A Justiça determinou a retirada imediata da entrevista e de todo o material de divulgação, além de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Heredia já havia sido condenado pela tentativa de homicídio em 1983, cumprindo pena entre 2002 e 2007. A nova prisão preventiva foi decretada após sua participação na reportagem, considerada violação das restrições impostas em 2024.
O texto Ex-Record, Adriana Araújo condena entrevista com agressor de Maria da Penha foi publicado primeiro no Observatório da TV.