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Formanda vence ação contra empresa de eventos e fatura R$ 6 mil: o motivo foi a ausência da música escolhida, ‘I Kissed a Girl’ que não tocou em três tentativas

A trilha sonora era fundamental para o momento de formatura; a empresa foi condenada após falhar na execução em todas as ocasiões

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Katy Perry em close-up, cabelo escuro, olhos azuis, batom rosa e jaqueta azul
Katy Perry, cuja música é tema de ação judicial por falha em formatura no Sul do Brasil. Foto: Reprodução/Instagram

Uma formanda de 19 anos será indenizada em R$ 6 mil porque a música “I Kissed a Girl”, de Katy Perry (na imagem em destaque), não foi tocada em sua entrada na cerimônia de formatura. A falha ocorreu em três tentativas, levando à condenação da empresa organizadora do evento pelo Juizado Especial Cível de São Bento do Sul, em Santa Catarina.

O evento aconteceu em 19 de dezembro de 2025. Para Isabel Alves, a formanda, a canção tinha um significado pessoal. “Ela representa muito esse momento de perceber que a nossa identidade e os nossos sentimentos não precisam caber em definições prontas”, afirmou ao g1.

Isabel explicou que a escolha não foi aleatória, pois a música traduzia sua personalidade para as pessoas que a conhecem. Ela fazia parte da comissão de formatura e foi a responsável por enviar as canções dos colegas para a empresa.

Por que a música não tocou?

Antes de sua vez, Isabel percebeu que as músicas dos outros formandos estavam sendo tocadas de forma trocada e alertou os funcionários. Quando seu nome foi anunciado, um silêncio tomou o corredor, conforme mostra um vídeo anexado ao processo.

Ela decidiu não entrar sem sua música. Na primeira tentativa, foi retirada da fila. Na segunda, seu nome foi chamado novamente, mas o silêncio se repetiu. Na terceira chamada, a canção mais uma vez não tocou, e Isabel foi orientada a sair da fila enquanto outros continuavam a cerimônia.

Detalhes sobre a falha na formatura

Entenda os motivos que levaram à indenização de R$ 6 mil

🎵 A música escolhida

A canção I kissed a girl, de Katy Perry, foi selecionada por representar a identidade e os sentimentos da formanda.

⚖️ Decisão da justiça

O juiz condenou a empresa por falha na prestação do serviço, expondo a estudante a uma situação frustrante perante o público.

📑 Argumento da empresa

A organizadora alegou que a música era cortesia e não obrigação contratual, sugerindo falha no arquivo enviado pela aluna.

🎓 Momento da entrada

Sem a canção desejada, a jovem entrou no salão ao som de Sujeito de sorte, música da colega que a antecedeu na fila.

“Quando ele falou pela terceira vez, estava com um jeito meio irônico”, relatou. Em seguida, uma funcionária teria dito que, se ela não entrasse naquele momento, não entraria mais. Isabel acabou entrando no salão ao som da música da colega anterior, “Sujeito de Sorte”, sem que seu nome fosse anunciado novamente.

O que decidiu o juiz?

A empresa organizadora argumentou que a execução das músicas era uma cortesia não prevista em contrato. Alegou também que o problema poderia estar no arquivo enviado pela estudante e que Isabel optou por não entrar.

O juiz rejeitou os argumentos. Segundo ele, ao criar um sistema para receber as músicas, a empresa assumiu o compromisso de tocá-las corretamente, mesmo que o serviço fosse gratuito. A organizadora não provou que o erro estava no arquivo nem que testou as faixas previamente.

A decisão aponta que a própria empresa confirmou que orientou a formanda a aguardar a música em duas oportunidades. Para o magistrado, o caso ultrapassou o descumprimento contratual, configurando dano moral pela exposição pública, as chamadas repetidas e a interrupção de sua entrada.