Homem tropeça em buraco na calçada, sofre fratura no cotovelo e descobre que a prefeitura pode ser obrigada a pagar indenização por danos morais e despesas médicas - Super Rádio Tupi Homem fratura o cotovelo após cair em buraco na calçada e prefeitura pode ter que pagar indenização
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Homem tropeça em buraco na calçada, sofre fratura no cotovelo e descobre que a prefeitura pode ser obrigada a pagar indenização por danos morais e despesas médicas

Acidentes provocados por buracos e falta de manutenção nas calçadas podem gerar direito à indenização por danos morais e despesas médicas. Entenda quando a prefeitura pode ser responsabilizada e quais provas são necessárias.

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Homem tropeça em buraco na calçada, sofre fratura no cotovelo e descobre que a prefeitura pode ser obrigada a pagar indenização por danos morais e despesas médicas
Homem fratura o cotovelo ao cair em buraco na calçada e pode ter direito à indenização - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Um buraco sem sinalização pode transformar uma caminhada comum em um acidente grave. Se um homem tropeça, fratura o cotovelo e precisa de tratamento, a prefeitura pode responder pelos prejuízos, mas a indenização depende das circunstâncias e das provas.

Quando a prefeitura pode ser responsabilizada por uma queda na calçada?

A Constituição Federal de 1988, no artigo 37, § 6º, fundamenta a responsabilidade civil do poder público. Quando a queda envolve uma calçada deteriorada, é preciso verificar se houve falha na conservação, na fiscalização ou na sinalização do local.

Nos casos de omissão administrativa, o artigo 927 do Código Civil também integra a discussão sobre reparação. O dever municipal de agir precisa ser analisado, pois um buraco, isoladamente, não garante indenização sem comprovação dos prejuízos e do nexo causal.

Homem tropeça em buraco na calçada, sofre fratura no cotovelo e descobre que a prefeitura pode ser obrigada a pagar indenização por danos morais e despesas médicas
Fotos, laudos médicos e recibos ajudam a comprovar os danos e pedir indenização à prefeitura – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O que o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu em caso semelhante?

Um caso real analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo terminou com condenação da Prefeitura da capital ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais. A vítima era uma mulher que sofreu uma queda em buraco na calçada.

No processo nº 0006494-96.2012.8.26.0053, o tribunal manteve a condenação ao reconhecer a omissão municipal na conservação e na sinalização da via. O precedente mostra que a fiscalização importa, embora cada pedido de indenização dependa das provas específicas.

Quais provas são necessárias para pedir indenização?

Para sustentar o pedido, a pessoa precisa demonstrar que o acidente ocorreu, quais lesões sofreu e como a irregularidade provocou a queda. Fotografias e registros médicos ajudam a estabelecer o nexo entre o defeito e o dano.

Também é importante guardar documentos que mostrem a evolução do tratamento e os gastos decorrentes da lesão. Testemunhas, boletim de ocorrência e imagens próximas podem reforçar a prova, especialmente quando o buraco é reparado depois do acidente.

5 provas importantes após um acidente em via pública

Reunir documentos, imagens e testemunhos pode ajudar a demonstrar as condições do local, as lesões sofridas e os prejuízos decorrentes do acidente.

Fotografias do local

Registre o buraco, o desnível da via e a eventual ausência de placas ou sinalização de alerta.

01
Prontuários e laudos médicos

Guarde registros hospitalares, radiografias, exames e documentos que descrevam as lesões.

02
Comprovantes de despesas

Reúna notas fiscais e recibos de consultas, medicamentos, exames e sessões de fisioterapia.

03
Ocorrência e testemunhas

Preserve o boletim de ocorrência, quando registrado, e os contatos de pessoas que presenciaram o acidente.

04
Imagens de câmeras de segurança

Identifique estabelecimentos próximos que possam ter registrado o ocorrido e solicite a preservação das gravações.

05

Dica importante: organize os registros por data e preserve os arquivos originais. Gravações de câmeras podem ser apagadas automaticamente, por isso é recomendável solicitar sua preservação o quanto antes.

Quais despesas e prejuízos podem ser ressarcidos após o acidente?

Uma fratura no cotovelo pode exigir consultas, radiografias, medicamentos e fisioterapia, despesas que precisam ser comprovadas para eventual ressarcimento. Esses valores correspondem a danos materiais e podem ser pedidos separadamente da compensação por sofrimento causado pela queda.

O valor por dano moral não é fixo e depende das consequências demonstradas no processo. Caso a recuperação impeça o trabalho, a perda de renda também pode ser discutida, desde que o prejuízo e sua relação com o acidente sejam comprovados.

Quais prejuízos podem ser cobrados após um acidente?

Dependendo das circunstâncias e da responsabilidade pelo ocorrido, a reparação pode envolver despesas, rendimentos perdidos e danos morais.

DANOS MATERIAIS E FINANCEIROS
Despesas médicas

Consultas, exames e tratamentos necessários em decorrência do acidente.

Comprovação: notas fiscais, recibos e relatórios médicos.
Medicamentos e fisioterapia

Gastos com remédios prescritos e sessões de reabilitação relacionadas às lesões.

Comprovação: receitas, comprovantes e indicações profissionais.
Perda de rendimentos

Valores que a vítima comprovadamente deixou de receber durante o período de recuperação.

Comprovação: documentos de renda, afastamento e registros profissionais.
Organização das provas

Reúna documentos que relacionem os gastos e as perdas financeiras às consequências do acidente.

Importante: demonstre os valores e sua relação com o ocorrido.
POSSÍVEIS DANOS MORAIS
Indenização por danos morais

O pedido pode considerar a gravidade das lesões, o sofrimento experimentado e as consequências do acidente para a vida da vítima. O reconhecimento e o valor dependem das circunstâncias do caso.

Atenção: a indenização não é automática. É necessário avaliar a responsabilidade pelo acidente, a relação entre o ocorrido e os prejuízos e as provas disponíveis, conforme a legislação aplicável.

Quem responde quando a calçada fica diante de um imóvel particular?

A obrigação de conservar calçadas pode recair sobre o proprietário do imóvel, conforme a legislação municipal. Mesmo assim, a prefeitura pode ter dever de fiscalizar as condições de circulação, de modo que a responsabilidade depende da origem do defeito.

Se a irregularidade estiver ligada a serviços de uma concessionária, ela também pode ser chamada a responder pelos danos, conforme o caso. Antes de atribuir a culpa, é necessário identificar quem deveria agir e reunir documentos que sustentem essa conclusão.