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José de Abreu cobra Selton Mello e famosos sobre cenário político: ‘Vão ficar parados?’

Ator cita nomes de peso da TV brasileira e reforça a importância da união da classe artística em defesa da democracia durante as eleições

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Close-up do ator José de Abreu, cabelo grisalho e bigode branco, olhando para a câmera
José de Abreu em vídeo onde cobrou abertamente o posicionamento político de colegas da classe artística sobre a eleição. Foto: Reprodução

O ator José de Abreu cobrou abertamente colegas de classe artística para que se posicionem sobre a disputa do segundo turno da eleição presidencial. Em publicação gravada em vídeo na sexta-feira (9), o artista criticou a postura e a omissão de nomes famosos da televisão brasileira diante do que chamou de avanço do fascismo no país.

Na gravação divulgada, o ator afirmou estar indignado com a falta de envolvimento político de pessoas do seu círculo de trabalho e de amizade. Essa crítica ocorreu no contexto da campanha eleitoral que envolve diretamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Artistas cobrados nominalmente

A cobrança pública feita por José de Abreu teve como alvo direto colegas de profissão na TV. O ator citou nominalmente quatro artistas brasileiros:

  • Selton Mello

  • Carolina Dieckmann

  • Giovanna Antonelli

  • Danton Mello

Entre os nomes mencionados, Abreu deu destaque à situação de Selton Mello em razão do trabalho recente do colega no longa “Ainda Estou Aqui“, produção focada nos anos de chumbo da ditadura militar brasileira. Sobre o colega de profissão, o artista declarou: “não é possível que uma pessoa como Selton Mello, que faz um filme a respeito da ditadura, não tenha se pronunciado”.

Posicionamento e foco contra o fascismo

Ao detalhar o que pede aos colegas de profissão, o artista ressaltou que ninguém precisa declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou defender legendas partidárias para manifestar preocupação com o cenário eleitoral.

Abreu reforçou que o posicionamento público da classe artística deveria se concentrar no repúdio ao fascismo no país. Para deixar clara a mensagem aos colegas de trabalho, o ator disse: “não precisa falar de eleição. Não precisa falar de Lula, não precisa falar de PT”.

Para exemplificar que a cobrança independe de vínculo com partidos, Abreu citou a cantora Anitta e a jornalista Ana Paula Renault como referências de personalidades que se manifestaram sem se ligar ao PT.

Ao finalizar o apelo direcionado à classe artística diante da disputa eleitoral, o ator convocou: “O mundo tá se posicionando contra o fascismo que tá chegando no Brasil. Vocês vão ficar parados olhando para parede?”.