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Luciano Vidigal é convidado especial no encerramento do Disconcertos no Futuros

Figura importante da cultura periférica carioca, Vidigal leva para o debate suas referências musicais e afetivas a partir do LP “A curtição do momento, volume 1”, lançado em 1995 pela equipe de som Curtisom Rio

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Luciano Vidigal
Luciano Vidigal (Foto: Felipe Paiva/ Divulgação)

O projeto Disconcertos chega ao fim de sua atual temporada nesta quarta-feira (29) com uma edição especial dedicada ao funk carioca. Idealizado e apresentado pelo jornalista Dodô Azevedo, o encontro de encerramento acontece no centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia, no Centro do Rio, e recebe como convidado o cineasta e ator Luciano Vidigal.

Figura importante da cultura periférica carioca, Vidigal leva para o debate suas referências musicais e afetivas a partir do LP “A curtição do momento, volume 1”, lançado em 1995 pela equipe de som Curtisom Rio. O disco será o ponto de partida da conversa, que propõe revisitar o papel do funk nos bailes suburbanos e nas quadras lotadas da cidade naquela década.

Diferente dos álbuns tradicionais, o trabalho é uma experiência sonora contínua, marcada por montagens, raps e vinhetas que traduzem a energia coletiva dos bailes da época. Mais do que operar o som, os DJs assumiam funções de curadoria e criação, construindo narrativas musicais que embalavam o público. Entre as faixas, estão “Rap das montagens”, “Rap das cores”, “Rap das marcas” e produções como “Montagem Bandido Paspalhão”.

A escolha do disco surgiu a partir de uma percepção de Dodô Azevedo sobre o olhar de Luciano Vidigal em relação ao funk. “A ideia surgiu quando eu vi que no filme ‘Kasa Branca’ o Luciano mostrava o funk de uma maneira inédita: o lado socioeducativo do gênero. Então pedi para ele me mostrar os funks de formação da adolescência dele”, conta o jornalista.

Além do recorte afetivo, a edição também chama atenção por um detalhe: é a primeira vez que o projeto aborda um LP que não está disponível em plataformas digitais, existindo apenas em vinil. A proposta reforça a importância da preservação de acervos e da memória cultural.

Luciano Vidigal destaca a conexão entre música e sua trajetória artística. “Achei incrível o projeto do Dodô. Gosto muito do título, dos concertos, acho que pode ir para muitos lugares. E achei legal quebrar paradigmas falando da cultura e da arte do funk num lugar de empreendedorismo e inovação. Eu sou amante da música. Acho que ela tem um lugar muito sagrado, espiritual, de cura. Como cineasta, ela é um fio condutor da minha narrativa”, afirma.

Para o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida, o encerramento mantém a essência do projeto. “Não podíamos encerrar o Disconcertos de outra forma. Escolhemos um disco que só existe em mídia física, um objeto que resiste ao tempo e desafia o apagamento. Além disso, celebramos um gênero provocante e genuinamente carioca. Tenho certeza que será um encontro à altura do que o projeto representa”, conclui.