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Mateo Salvatto, empresário de 27 anos: “Casas de concreto de 120 m² podem ser construídas em 48 horas”

Empresa argentina de impressão 3D fala em obra cinza em dois dias e custo de US$ 700 a US$ 750 por m², mas acabamento e instalações levam mais tempo

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A impressão 3D permite erguer a estrutura bruta de uma casa de concreto em até 48 horas
A impressão 3D permite erguer a estrutura bruta de uma casa de concreto em até 48 horas - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O empresário argentino Mateo Salvatto, de 27 anos, afirma que uma casa de concreto de 120 m² pode ter a parte bruta pronta em 48 horas com impressão 3D. A promessa chama atenção de quem acompanha a construção civil, inclusive no Rio, onde obra demorada e cara pesa no bolso. Só que o prazo vale para a obra cinza, não para a casa pronta para morar.

Como funciona a casa de concreto impressa em 3D?

A máquina deposita o concreto camada por camada, direto no terreno, seguindo um projeto digital. Segundo Salvatto, sócio da empresa argentina Grondplek, o equipamento tem cerca de 11 por 11 metros, 7 metros de altura e leva umas quatro horas para ser montado. A empresa distribui na região máquinas da fabricante dinamarquesa COBOD.

A fabricante informa na página oficial da impressora BOD2 que o modelo imprime a até 500 mm por segundo e ergue construções de até três andares. A instalação pede equipe de quatro pessoas, guindaste e, no mínimo, seis horas de configuração. O tempo de montagem, portanto, varia conforme o tamanho da máquina.

O processo tem pausas entre as camadas, porque o concreto precisa endurecer antes de receber o peso da seguinte. Para o empresário, o material é simples: concreto, com cerca de 2% de aditivos, “nada muito místico”.

O prazo de 48 horas se refere apenas à obra cinza, enquanto o acabamento e as instalações exigem mão de obra especializada – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

As 48 horas valem para a casa inteira pronta?

Não. As 48 horas se referem à obra cinza: paredes, estrutura, escadas e bancadas. Segundo Salvatto, a casa de 120 m² fica completa em cerca de uma semana, depois de instalações elétricas e hidráulicas, esquadrias e acabamento. Esse prazo total é uma estimativa dele.

O empresário diz que a tecnologia não busca substituir trabalhadores. Pedreiros, eletricistas e encanadores seguem necessários nas etapas de acabamento, além de operadores e supervisão da máquina.

Ele também afirma que as casas são antissísmicas e têm parede dupla com câmara de ar, o que ajuda no isolamento. No calor carioca, isso faz diferença, mas o desempenho de cada projeto deve ser atestado por profissional habilitado.

Quem gosta de acompanhar novidades em materiais de construção encontra outra leitura no site.

Quanto custa e o que muda frente ao pré-moldado?

Salvatto cita custo médio de US$ 700 a US$ 750 por metro quadrado para a envoltória da casa e projeta economia de até 30% sobre o mercado. A empresa também fala em redução de 35% no tempo da obra cinza. São números da própria empresa, em dólar, e não valem direto para o Brasil, onde materiais e mão de obra têm outros preços.

A tecnologia reduz o desperdício no canteiro, mas exige projeto aprovado na prefeitura e responsável técnico habilitado
A tecnologia reduz o desperdício no canteiro, mas exige projeto aprovado na prefeitura e responsável técnico habilitado – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O concreto pré-moldado é fabricado em fábrica e levado em peças para montagem. Já a impressão acontece no canteiro. A empresa diz ter impresso mais de 500 m² e produzido mais de 1.400 peças, e o empresário afirma que o método usa só o concreto necessário, reduzindo o desperdício.

Há limites: o modelo da empresa constrói até três andares, e a obra segue exigindo projeto, licença e responsável técnico. Ao pedir orçamento, confira o que está incluído, se apenas a estrutura ou a casa pronta.

Essa casa de concreto já pode ser realidade no Brasil?

A tecnologia existe e já é usada em vários países, mas a promessa de Salvatto ainda depende de cada projeto, de licenças e de acompanhamento de engenheiro ou arquiteto. Quem pensa em construir deve conferir as regras da prefeitura da sua cidade antes de assinar qualquer contrato.

Se você sonha em construir a sua casa, guarde essa novidade e converse com um profissional de confiança antes de decidir. Depois, conta pra gente o que achou da ideia, que a gente segue de olho nas novidades da construção por aqui.

Para quem curte histórias de quem constrói a própria casa, tem mais uma boa leitura no site.