Entretenimento
Menino começa a recolher garrafas descartadas aos 3 anos, abre a própria empresa aos 5 e, antes mesmo de completar 13 anos, transforma a reciclagem em um negócio milionário
Ryan Hickman começa a reciclar aos 3 anos e chega a 1,6 milhão de embalagens antes de completar 13
Ryan Hickman tinha apenas 3 anos e meio quando uma visita a um centro de reciclagem, na Califórnia, despertou seu interesse por garrafas e latas descartadas. Com a ajuda da família, a atividade cresceu e envolveu moradores da vizinhança. Antes de completar 13 anos, ele já havia encaminhado cerca de 1,6 milhão de embalagens para reciclagem. Esse número representa materiais recolhidos, sem comprovar uma fortuna milionária.
Como Ryan Hickman começou a recolher garrafas e latas?
A história começou em 2012, quando ele acompanhou o pai, Damion, para entregar algumas sacolas de embalagens num centro de reciclagem. A possibilidade de separar os recipientes e receber dinheiro chamou sua atenção. Logo depois, o menino propôs distribuir sacolas aos vizinhos para que guardassem os materiais que normalmente descartariam.
A participação cresceu com a adesão de amigos, parentes e colegas dos moradores. O negócio se desenvolveu a partir dessas coletas, com apoio dos pais. Os registros da própria iniciativa situam seu início aos 3 anos, sem confirmar uma abertura formal aos 5. O interesse infantil encontrou uma rede de adultos capaz de organizar a atividade.
Como funcionava a coleta de recicláveis na vizinhança?
O trabalho combinava recebimento de embalagens, recolhimento em diferentes endereços e separação antes da entrega. Em 2017, quando o menino tinha 7 anos, a operação já alcançava aproximadamente cinco bairros, além de outros pontos participantes. A família tinha funções indispensáveis para manter essa rotina, que envolvia etapas como estas:
- Combinar com moradores o armazenamento de garrafas e latas;
- Receber materiais entregues na casa da família;
- Buscar embalagens com a participação dos pais;
- Separar os recipientes para encaminhá-los à reciclagem;
- Transportar os materiais até um centro de recebimento;
- Guardar os valores obtidos para planos futuros, incluindo a faculdade.

Ele ficou milionário ou reciclou milhões de embalagens?
O marco documentado numa entrevista de abril de 2022 foi de aproximadamente 1,6 milhão de latas e garrafas, quando ele tinha 12 anos e meio. Quantidade de embalagens, faturamento e patrimônio são medidas diferentes. Não há, nas informações verificadas, demonstração de que ele tivesse acumulado um milhão em dinheiro ou de que o negócio possuísse esse valor.
Isso não elimina o resultado financeiro da atividade. Aos 7 anos, Ryan Hickman já havia economizado mais de US$ 10 mil para a faculdade. Na Califórnia, determinadas embalagens de bebidas dão direito à restituição de um valor pago na compra. Assim, a iniciativa aproveitava um sistema existente de devolução de recipientes, além da colaboração de quem os separava.
O projeto também passou a apoiar ações ambientais?
Com o tempo, o interesse pelo dinheiro ganhou a companhia de uma preocupação com os resíduos e os animais marinhos. A atuação passou a incluir educação ambiental e mobilizações comunitárias. Parte dessas atividades tinha finalidade beneficente, diferente da reserva financeira pessoal. Entre as frentes desenvolvidas ao longo da trajetória estavam:
Iniciativas que combinam reciclagem, educação ambiental e cuidado com animais
- 1Recolhimento e encaminhamento de embalagens para reciclagem;
- 2Participação em limpezas de praias e espaços comunitários;
- 3Conversas sobre descarte e proteção ambiental;
- 4Criação, em 2020, de uma organização sem fins lucrativos;
- 5Destinação da receita de camisetas e bonés ao atendimento de focas e leões-marinhos doentes ou feridos.
O resultado dependeu de continuidade e apoio familiar
A trajetória de Ryan Hickman envolve anos de participação, transporte, separação e colaboração da comunidade. O pai dirigia e cuidava das cargas pesadas, enquanto outros familiares ajudavam na operação. A iniciativa não aconteceu de forma independente do suporte adulto. Reconhecer essa estrutura permite compreender o crescimento sem transformar uma experiência infantil em uma receita de enriquecimento.
O dado mais expressivo está no volume de embalagens encaminhadas e na capacidade de envolver outras pessoas na coleta. Garrafas e latas guardadas por diferentes famílias passaram a ter uma destinação organizada, com entregas recorrentes. Para compreender essa história, o marco de 1,6 milhão de recipientes é mais preciso do que chamar o menino de milionário sem distinguir resíduos coletados, dinheiro recebido e patrimônio acumulado.