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Morador troca o padrão de energia monofásico pelo trifásico para ligar dois aparelhos de ar-condicionado de 12.000 BTUs e descobre que a cobrança mínima da conta de luz sobe de 30 kWh para 100 kWh
Regra da Aneel vale para casas de baixa tensão em todo o país, inclusive no Rio, e só pesa no bolso quando o consumo do mês fica abaixo do piso
Trocar o padrão de entrada monofásico pelo trifásico para ligar dois aparelhos de ar-condicionado de 12.000 BTUs também muda a cobrança mínima da conta de luz. Pelas regras da Aneel, o custo de disponibilidade sobe do equivalente a 30 kWh para 100 kWh por mês. O morador paga esse valor mesmo quando gasta pouca energia, e a regra vale para casas no Rio, em Minas e no resto do país.
Por que o padrão trifásico eleva o custo de disponibilidade?
O padrão trifásico eleva a cobrança mínima porque a regra amarra o custo de disponibilidade ao tipo de ligação do imóvel. Segundo a página de faturas da Cemig, essa cobrança representa a infraestrutura necessária para manter o fornecimento sempre disponível, haja ou não consumo no mês.
Na prática, a distribuidora não cobra um valor fixo em reais. Ela fatura o equivalente a uma quantidade de kWh definida para cada tipo de ligação, e quanto mais fases chegam à casa, maior é essa referência.
A regra vale para o Grupo B, de baixa tensão, que reúne as ligações residenciais comuns. Por isso atinge tanto o cliente da Cemig, em Minas, quanto o morador da capital fluminense e da Baixada, atendido por outra concessionária.

Quanto a Aneel define de consumo mínimo para cada ligação?
A Agência Nacional de Energia Elétrica fixa o mínimo em 30 kWh para a ligação monofásica, 50 kWh para a bifásica e 100 kWh para a trifásica. A Cemig ainda separa os dois tipos de ligação bifásica, como mostra o quadro abaixo.
| Tipo de ligação | Equivalente cobrado |
|---|---|
| Monofásica ou bifásica com dois condutores | 30 kWh |
| Bifásica com três condutores | 50 kWh |
| Trifásica | 100 kWh |
O salto do monofásico para o trifásico mais que triplica a referência mínima. A página da Cemig também cita um patamar de 80 kWh para unidades da subclasse residencial baixa renda, condição que precisa ser confirmada com a distribuidora.
Quem já planeja instalar os aparelhos pode olhar além da cobrança mínima. Os hábitos de uso também pesam no gasto do mês.
Dois aparelhos de 12.000 BTUs exigem mesmo ligação trifásica?
Nem sempre: quem define o tipo de ligação é a distribuidora, a partir da carga instalada e da demanda calculadas para o imóvel. Cada concessionária segue a própria norma técnica de fornecimento, que leva em conta todos os equipamentos capazes de funcionar ao mesmo tempo.

Por isso, o pedido de aumento de carga deve passar por um eletricista habilitado, que faz o levantamento e o projeto do padrão. Dependendo da norma local e do restante da carga da casa, o cálculo pode indicar ligação bifásica ou trifásica.
Há também um ponto que alivia o susto. O custo de disponibilidade funciona como piso e só pesa quando o consumo do mês fica abaixo dele. Nos meses de uso intenso do ar, o gasto pode superar esse patamar, e então o mínimo deixa de fazer diferença.
Como decidir a troca do padrão sem pesar na conta de luz?
O caminho é comparar o consumo real da casa com o novo piso antes da troca. Quem passa temporadas fora ou usa pouco o ar no inverno sente mais o custo de disponibilidade de 100 kWh nos meses fracos.
Junte as últimas faturas, confira o histórico de consumo e pergunte à distribuidora qual ligação o imóvel realmente precisa. Se esse é o seu caso, pegue a última conta, olhe a média dos meses e faça as contas com calma antes de chamar o eletricista.
Quais dúvidas mais aparecem sobre a taxa mínima da conta?
As perguntas abaixo respondem às situações mais comuns de quem descobre a cobrança mínima na fatura. As respostas seguem as informações da Aneel e da Cemig.
A cobrança mínima aparece mesmo com a casa vazia?
Sim. Segundo a Cemig, o valor cobre a infraestrutura que mantém o fornecimento disponível, haja ou não consumo.
Quem tem energia solar também paga o mínimo?
Sim. A Aneel informa que o consumidor do Grupo B paga o custo de disponibilidade mesmo quando injeta mais energia do que consome.
O valor em reais é igual em todo o país?
Não. A regra fixa a quantidade de kWh, e o valor em reais depende da tarifa de cada distribuidora.
Quem gosta de pensar a casa de forma mais eficiente também pode conhecer outras soluções de energia para o imóvel. Uma delas mexe direto no telhado.